Canções de Agora







CANÇÕES DE AGORA

Na caminhada por entre as veredas extremas, e longínquos prados amenos por brisa irmã, que sangrava no ventre a paixão do homem adormecido pelo orvalho fátuo de uma fada límpida, cavalgando por entre feltros de nuvens plásticas, sob os véus de um estandarte vago e elíptico, desta minha consciência sobre o sono longínquo e eterno, mas real, no auge do tempo apocalíptico. Não rompendo a natividade que sobre o fel, derrama lágrimas surtis, sob o ser em sono profundo...
Vamos enfim, fazer uma viajem de patins de gelo, por sobre o fogo fátuo e irrisório. Rompi com as flores agrestes, e a brisa vagar inoportuna pelos prados e veredas nunca dantes navegados.
Lambida forma agreste, sentada por sob a consciência, varando os sóis da vindoura alma, cujo rumo seguia, o fluídrico momento da consciência desperta.
Canções que são sóis, veredas supremas, não foram idas e vindas, em momentos de lucidez, tomando a forma euclidiana, forma elíptica levada por teu coração, que procura navegar pelos Cáucaso purpúreo, onde vãs maçaneta entreabertas, embebecidas pelos olhares da paixão; choram...


CANTO I

Surgiu da tua luz
A forma retomando
U’a límpida e
Vindoura vanguarda
Dos teus braços
Agora escorrem
Tulipas vespertinas
Pelo sono desperto
Eis! Que desta vanguarda,
tua luz branqueou
o coração da fénix
empiricamente dócil
e de natureza bela
no sentir momento
fátuo, varar teu
coração os turbilhões
de emoções e canções
tentas ser ao menos
uno a ti e ao teu
Deus interno;
e dessa união,
teu empirismo passará
ao Deus externo e
todas as coisas serão
uma só coisa para ti.
Vá! Cavalgue por entre a
Multidão de tumores de
Eus e gritas tuas
mortes sagradas e idas
e vidas vindouras e
agrestes por ventos,
liras, límpidas manhãs
e intensas canções que
que de ti brotam
na alvorada de sonhos e paixões
pelas vidas, e vidas...

CANTO II

Tomei pelos braços a fraternidade
E dela ergui um templo
Sobre a qual serviram pratos de
Bondade e petiscos de
Bem-aventurança...
Por traz deste templo, um grande
Sol brotava e em mim dizia
Ser o coração e o pulso oprimido
Cintilou, cintilou, e aos meus
Olhos, brilhou a canção que
Ecoa ao longe, como
Um reflexo de minha morada
Antiga mas presente.
Veio a sensação de fé no
Alguém, e em buscas por
Tempos remotos, das longínquas
Heras, que sucumbiram minhas
Vanguardas, e remotas
Moradias de melodias
E formas de sentir o
Cintilar d’elas...
Foi que te vi bailar sobre
A planície, olhava o
Manto por teu véu
Que se fez estandarte
Tremulando, lambido
Por uma brisa de
Pensamentos meus
Que velejavam por
Ventos noroeste ou
Tempos agrestes...
Em teu pássaro da noite
Vi a lua do teu coração,
Varar um pingo de luz
Frouxa e voraz, como fogo
De estupím, deu paz por
Um instante, em meu
Coração escaldante...
Mas o sentimento de flor
Libértica e tranquila,
Inalou a flagrância que
Inebria e arrepia o
Ventre, quão gelava
O fel das estradas
Por onde as veias
Corriam no ser...
Vais brilhar em fogo fátuo
Jorrar a morbidez e
Inalar a flagrância purpúrea.
Bem vindo seja o
Homem e seus momentos
De bem-aventurança
Fraterna e límpida
Claridade divina...

CANTO III

DE TEU SER FIZ MEU SER

Busquei n’alma canção de outrora
Cantei meus versos em cânticos
amenos, sorri e busquei n’eles,
o reencontro do uno, ao absoluto
momento de estandartes flamejantes.
Rebuscando e criando em mim
O torpor de uma era d’outra
forma , cantando a subtileza
e o momento certo de se ver
próximo e bem perto...
Afirmava aos véus esvoaçantes
que do meu ser riscavam
a claridade, que nestas canções
inebriantes, a alegria de um
gesto lírico valoriza o
diamante purpúreo, que do
coração cintilava o amor
e sua forma mais linda
de sentimento divino e
melodicamente metafísico...
Tua força natureza condensou
em teu âmago, a consciência
de um momento desperto !
Teu espírito guerreiro imobiliza
tropas de “eus” e parte resoluto
pelo campo de heras, com o olhar
de uma canção que se vai no
firmamento...

Cavalgava n’um corcel a
corrente libertina expandindo
e irradiando a força de teu
ser, a ser inebriado pelos
fortes momentos brisas, quão
me foram estandartes,
conceitos de absoluta
fragrância rebuscada
n’alma com fervor...
Da vinda de teu espírito
já meditava sobre uma nuvem
teus autos e frequências fraternas
sub-julgando o caos longínquo
às alturas do teu Voo
das mensagens...
Demarcado teu canto
a esfera tardia d’um
olhar cristalino
-“Purpúreo âmbar
emudeceu o ventre...”
Nos contornos desta esfera
sutil brilho ofuscavam,
cristalizando ainda mais
os sentidos de longitude
formada pelos voos
e saltos solares...

Da tua lembrança, só foi
sentido, os grãos fraterno
que tombam na balança divina
cujo espírito não tarda o
crepúsculo, e embebe de torpor
tuas janelas e moradas milenares...

Alegria! Alegria ! Tuas remotas
ânsias foram rompidas
e do teu ser, esferas
emergiam sublimes
e distantes...

Um ponto de luz restou
de teu espírito de busca
e retornou aos mantos
de excelência magnitude
dos contemporâneos...

Viva a alma que saga! Rompi-a
mais que todas as ranhuras
dos profetas esféricos, cuja
emanação tardava u’a
campestridade dos seres
e viajem mensageiras...

Nesta minha pousada, retorno
ao tempo perdido, e no reflexo
da existência, percebo
um ser e uma estrada longínqua
d’onde a poeira de um mistério
esbarrou sobre meus olhos
inebriando conceitos
percebidos e por ele, tocados...

Num sentimento de satisfação plena
e de ter realmente notado seus
árduos trabalhos, sua alma voraz
voltou-se a rebelar, quão lhe
foram úteis os laços fraternas
com outras cadeias de felicidades...

Das vindouras vidas que me faltam
emanam já preparadas, formas e
sentimentos de uma beleza
rompem um âmago que flui
a doces candelabros expostos
n’uma mesa, d’onde foi
sub-julgada tua própria sangria.

Oh! Chuva de orvalhos matreiros!
Inebria-me ante tua magnitude
e ofusca-me com teu canto
sob a turbulência dos meus
sentimentos e anseios...

Nesta minha balada um sol
se punha e eu me via constante
das viagens e campinas celestiais
supunham existir em mim, a
leveza de um espírito
que veleja por heras e cantos
sublimes aos eraltos templos
e moradas ígneas, Por sobre
a reentrância de uma doce
tulipa que floresceu em
meu coração dormente
e inebriado...

Canções de claridade
ofuscações momentâneas
sob relampejos flamejantes
incendeiam o coração
fátuo em despertar...

Ah! Longitude dos tempos...
De tuas fibras luminosas
vago no desdém desta sutileza
mística, que me prolonga
e alonga na longa e linda
luz límpida, sob meu
semblante coloquial, que
tua fragrância se fez servir...

Cavalgo neste silêncio a procura
do caminho e colinas que transpúz
canções e sensações agrestes
me foram jogadas , alçadas,
balançadas pelo estandarte
de tua doçura, envolvendo o fel
das tuas veias as sensações
de todos os corações existentes
que n’uma pequena esfera
explode de felicitações,
as idas e vindas e tuas voltas
sob os pastos de meu
despertar ameno...

Relampejo! Maremotos!
Turbulência de emanações sutis
relembram o caos
e as lembranças crísticas
de toda a formosura
formas uniformes, de
tão inócuos sentimentos
que foram jogados
ao mundo das
sensações...

Das minhas virtudes falo apenas
o que lhe foi entregue também,
sob as ranhuras da vida
milenar, d’outrora momentos
que não tardam ao despertar...


CANTO IV

SEMBLANTE UNIFORME

Varava eu em noite esplêndida
Jogando minhas sementes
por entre heras e agreste
distendido e pleno
na longínqua estrada
de minha vanguarda
itinerária, lutando
pelo todo e uno todo
silvo longo ao longe
ecoa longinquamente
a púrpura que inebria
e lampeja n’alma
a gota da fragrância
que ofusca e rebusca
o rebrilho do brilho
uno, aum...

II – Canto

Ígnus fógus fátuo e amenos
cantos flumes e frios
d’outrora se foram
vanguardas d’alma sutil
sob as canções e emanações
de tua estranha beleza
varava um vento sobre meus
cabelos ondulantes, trazendo
com sigo as canções d’outrora
e de todos os momentos que
se faziam e refaziam como
as ondas cintilantes desse
vento em meus cabelos...
sobre a fragrância desse
tempo distante e perdido
guio-me em espírito
e meu coração abrange
a grandeza dessa púrpura
que me inebria...

Ao desvendar com poucas palavras
mas com os uno pensamentos
certeiros, nesse sincronismo que me
embelezo e sinto o despertar
uno e fiel ao espírito
de busca e liberto.
Se canto, é por ter a certeza de um voo
no eco longínquo dos sonhos
tardios e vadios
sob a vindoura folha que cai
de minha figueira prateada
que se chama vida
Ah! Brisa de Verão!
Te contemplo...
Nesses mares bravos e
sonolentos, tal como canção
e grito d’um mesmo eco,
ecoa longínquo na certeza
de teu encontro – sofregão
de sol e lua irmã...
Vindoura flâmula de tua
liberdade, destrinchada
por essa chuva-irmã,nas
entranhas de tua estranheza
brisa que congela os seres
de corações partidos...
Tuas irmandades e teus movimentos
e certezas vindouras, partiram
-ao meu olhar- d’um gesto
único e guerreiro, cujo cetro
amena a onipotência de teu
Deus interno e soberano...
Mas! Exclamo que destas vidas
se tira o que ocorre de real
e fraterno nas lições
de amor e consciência de
ser desperto e liberto
de seus ‘eus’ e de uma
vontade correta de
realmente ser unificado ao
todo e tudo sublime
instante de existência
infinita e duradoura...
‘O! Chuva instintiva que
sai de meu olhar e brota
nas heras os cogumelos
e seus encantos belos
e singelos...
tuas formas e subtilezas
relampejar sublime
e extasiaste a vivência
de uma natureza-beleza,
-sublime pássaro que voa
por terra, cujo homem
espera torpor...
Só tua extasiaste forma
manifesta tua grandeza
divina e certeza d’um
olhar seguro e íntegro
de brotar e crer
no criador...

Vais! Vais romper as heras
e tua harmonia manifesta
no homem a grandeza que
é o ser em perfeita onisciência
do tal criador...
Inebria-me! Fragrâncias de
delícias paradisíacas
cujo âmbar metafórico
transmuta as oscilações
que flagra em teu olhar...


O DEVOTO DO AMANHÃ

Foi que, na véspera dos caracóis
se desenrolarem, vespertina
manhã bailava atenuante
suas formas e sutis emanações
de paz e tranquilidade
assentadas em serenidades
sublimes e extasiantes
eram os momentos de ver
e sentir as coisas como são
na certeza que fortalece
as canções de muitas durações
e tranquilidade se sentia
no ar a bailar...

E se seguia por estrada
beirando a canção que
dos vales emanavam sua
fragrância por entre heras
e caminhos salpicados
de juncos e canções
singelas e lampejos suaves.
Por algumas delas
sucumbem um orvalho
matreiro, sob a púrpura
que suas folhas que
farfalhavam ao vento
suave e ameno
varando a tenuidade
como que véus de subtileza
e beleza – fragrância natural
de um cogumelo dourado....

Ao caminhar nessa manjedoura
esplêndida, recônditos de luzes
fátuas, resguardavam seus brilhos
ás vésperas d’um despertar de heras
e moradias de Cáucaso milenar...
E ele caminhava e tardava não
escutar os relampejos d’alma
que vaga e acaba por findar
as ultimas vidas duradouras
sob o resguardo de seu
âmago que lhe ouvia só...
Portais lhe foram aberto
anêmonas estancam o ventre
fluídrico, dedais que tecem
a teia das tuas libertinagens
em brilhos fátuos...
e se viu frente ao passado
esculpido sob a forma de
um ancião de barbas turvas
cujo semblante sucumbia
a jovial face do devoto
como se brotasse
d’uma mesma manjedoura
se entre olharam nos corações
e o mais velho falou:

“- Se tu te preocupas com a fuga de
teu espírito, uma jangada te
leva a consciência d’um
instante que flutua nos
corações que ainda vagam
na turbulência de tua
alma perdida...

o devoto beijou a mão
do ancião
e os dois seguiram
por um atalho pontilhado
de juncos e carvalhos
eraltos...
caminhavam por estrada, que ao
leste seguia calada, no sossego
de uma lua irmã, doce alma
densa e afã, vem saudar os
irmãos, e seus devotos
do coração...
e o devoto viu no ancião
o espírito de busca erecto
permanente n’uma mesma estrada
a uma directriz idealístico
parecia que seu espírito
já pertencia, às altas
esferas celestiais...
e o devoto lhe perguntou sobre
os anseios de suas virtudes
próprias, e o ancião, emanando
bondade em sua voz, disse-lhe
com afeição:
“ – as virtudes e suas anciãs
procuram no complemento
a existência do real, de ser consciente
de si e do todo, na maneira mais
simples de assim o dizer, anseia
pela vinda deste complemento
de sua experiência empírica
manifesta em certeza de busca
que não tardou, e foi e será
existencial ao ser e real
e verdadeira a sua
representação do todo.
É essa a consciência de
tua existência e virtudes !

Corações, corações,
saudade dos tempos
que tardou em u’ma vereda
os raios sucumbiram-me
o semblante, e meus cabelos
apegou-se a subtileza do
tremulante, quão tulipas
esverdeadas por orvalho
matreiro, que nem suor
escorre da face suada
que soa a loa e ao leu
de véus estandartes de
corações que se esvoaçam
com eles também...
e em meu ser brotou
a vida longa e límpida
tal cascata de águas
cristalinas que se fez
surgir nos momentos
que não tardei nem tentei
ao menos ser afã a doce
alma da criança criada
por um criador anão
brincando nas pratarias
de estandartes sucumbidos
por tua consciência
dos corações que se vão
ao leu deu vento leste
que vem ao léu de um véu
d’um tempo agreste...

Ah! Tarde vadia e tranquila brisa
que esvoaça as árvores e nos
arbustos respingam as manhãs
de outrora que em sua presença
fez lembrar os alvéolos aveludados
de nuvens ténues que esverdeiam
os mares e suas espumas que são
os estandartes luminosos
de luzes fátuas...

Recônditos de amenos cantos
prolongam seus sentimentos
quão o vislumbre que tenho
da estrada vespertina,
alongam a vanguarda
d’um tempo de amar...
Ah! Como cálidos cogumelos
a sublime palavra
brotou do ser...
Em sutileza ante meus instantes
crio e recrio nas verdades
arquétipicas estancadas
na consciência absoluta
desta luta de seres contra seres
de criações contra criadores
e seu Cristo interno
contra o caos da eternidade
de fatos e instantes
por ti, vividos...
só tua presença satisfaz
os que por ti dormem e
despertam sobre o recíproco
momento, que do teu ser
perece em turbulência
nas abstrações de tuas
fantasias ...

Renascer! Instante de uma
única consciência do momento
que prolonga a paz dos tempos
perdidos e vagos no teu
infinito interior...
Já sabes que desta existência
sois pássaro agreste, a romper
as pradarias, jorrando as
sementes de uma criação
cujas flores relembram
o Logus, quão são ignóbeis
os letreiros de taboas e marmoritos
já esculpidos pelo criador...
E que destas sementes brotem
os sentimentos, as vibrações,
as fraternidades convenientes
a purificação divina
como candelabros dispersos
em fátua manhã que ofusca
e inebria fulvos raios solares...
Canções as minhas de agora
de um instante tardio, vago
mas consciente de meu Deus
interno da essência divina
descobrindo os véus do torpor
afinando a harpa dos sons
distantes, das radiações
que emanam dos mundos
sutis e inebriam o espírito
de labor...
Paz universalmente inebriável !
E você ! Criatura das remanescentes
canções de umbrais duradouros
e intensivos em seus momentos
sejas feliz contigo mesmo
e deixa-te levar pela busca
de teu complemento
pela justiça de tua crença
no labor crístico humano...

De tua coroa os deuses
apenas apreciam o brilho
que é intenso e magma
da tua testa e coração
intenso e longínquo
dos espíritos e almas
que vagam e se perdem
na fluidez de seus brilhos
cegos que vagam
na turbulência
de seus sentimentos
terrenos mas perenes
de seu torpor...


Carrega na mão o candelabro
e com ele ilumina o caminho
e segue-o com o coração
pois o caminho do conhecimento
da sabedoria divina
prossegue ao longo do ser
e sua intimidade com
a natureza.
É esta a porta que se abriu
e o caminho que se trilhou ...
os minutos
os segundos
nada vale pro homem
que transpôs essa porta
e se inebriou
desta luz
e deste caminho.
Apenas o instante
de sua ida
que prolongou de
beatitude
Foi a vontade
que floriu
desta porta
pulverizando
de ornamentos
os que atrás de ti
viram a grande luz
desta estrada
e o mágmeo portal
que se transpôs ...

Marcel. Céu – 19/1/81

Sentir ar

Vir a ser profeta da nova era
E cantar versos, dizer profecias
Tal qual cálida chuva de espera
Molha e desmancha tribais heresias
Coração que aperta e grita
Canção que outrora se foi
Ecoar ao longe de versos
Tardios, e canções d’outrora
Mas ficou em mim uma paz
Quão perdura momento voraz
Relembro de vidas passadas
De cantos que nunca ecoaram
E daqueles, cujos sons sublimes
Pertenceram aos ouvidos da colina
D’um vento matreiro
Cujas sementes
Tua mão de jardineiro
Regou os corações oprimidos
Daqueles que descansam
No vale da tua alma...
Foi que nessa púrpura
O brilho de teus olhos
Penetrou em meu coração
Remexendo sentimentos
Despertando sensações
E batendo mais forte
Meu coração “-estandarte
de estranha beleza
cujo brasão
tremula os versos
de tua fala
que inebria:
-“José, Maria, Rosa, ou Brisa!
Nomes e sobrenomes, saudades
emoções fortes
cálido suor que escorre
em minha fronte
confunde lágrimas cálidas
e sublimes...
Ah! Desperta e grita teu nome
Esvoaçante... Esvoaçaste...

APOCALIPCY

Você estava, onde o sonho forte soprava,
E um pássaro, luz virou.
Brisa cega tenta dizer aos pássaros
Com suas mensagens
Adequadas, inegualadas
Ao fruto do ventre eterno
Que germina ao ouvir o canto da noite,
Ao ouvir o espantalho, gritar com corvos
Ou abelhas que trazem o mel ,
Que é o fel de lágrimas cálidas
Que não posso deixar de lembrar
Que exaltei o santo cálice
Onde bebe o santo homem
E onde bebem criaturas
De luzes apagadas
Por violentas erupções,
Por convulsões que racham
A terra como cataclísmas dos céus,
Oh! É o fim, É o fim
Apocalipsy, apocalipsy...

Poema escrito em 1982, ano em que Santos ia ser inundada por uma onda gigantesca (Marcel céu – psudônimo de Marcelo Stoenescu, 49 anos, dois livros editados – Além da Criação (contos) e Remanso Madrugada - livro protesto)

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