Falando sobre vampiros




Olhos
Urbanos
alguém está sempre te olhando...



Percorro a cidade com olhos urbanos. Vejo pessoas, que como zumbis, vagam de um lado para outro sem rumo. Presas ás suas vidas, procuram dar razão ao tempo fazendo algo que não gostam ou não queiram. Meus olhos parecem enxergar como um raio x o que pensam as pessoas. Meus olhos também parecem buscar algo além de uma rua ou uma passagem para um edifício por um jardim. Todos continuam a andar a esmo.
Outro dia fui a uma livraria que vendia livros velhos. Um sebo. Não o do Messias que é mais famoso. Fui a um sebo de livros caros. Os livros estão caros e raros agora. Muitos podem ser impressos pela Internet. Alguns não existem mais. Os escritores foram embora. Morreram e deixaram livros velhos e mofados. Muitos com cheiro de fungos. Mas todos velhos e mofados. São apenas os livros que lembramos dos autores. Velhos e mofados.
As pessoas buscavam algo ou algum autor que não sabem ainda. Olhavam títulos. Obras mofadas e tristes. Algumas em inglês e outras em espanhol. Capas bonitas e embaladas com plástico e etiqueta. Não se pode abri-los, ou guardá-los no mesmo lugar. Você tem que colocá-los em uma prateleira vazia. Só o livreiro pode guardá-lo. Mas as pessoas só olhavam os títulos como que vagassem no tempo de suas memórias passadas. Procuravam algum autor qualquer. Pode ser do sexo masculino ou feminino. Dei de cara com a escritora pornô Adelaide Carraro, proibida durante muito tempo, pelo menos por meu pai e minha mãe. Mas tudo ficou para traz e hoje leio de tudo sem restrição.
Estou lendo Caio Fernando, e a solidão o marcou muito tempo. Neste ano, li uns 13 livros. Acredito que muita gente daquele sebo não leu nenhum. Vagavam sem rumo, sem nada pra fazer. Mas os livros são nostálgicos. As pessoas andam vagando por aí como vampiros em busca de sangue. Vampiros estão na moda. Livros e filmes estão por aí. Adolescentes lêem e crianças também. Vampiros vivem a noite em busca de sangue e novidades. Usam capas compridas e lentes de contato vermelhas. Olhares profundos e místicos. Querem sangue de meninos e meninas. Possuem uma hierarquia e alguns conseguem sobreviver pela manhã. Agüentam o sol amarelo, mas não tão forte. São os filhos das trevas buscando algo para passar o tempo. Mas servem a um senhor. Servem ao mestre. Encontram-se sempre vagando e perambulando pelas praças e cantos obscuros. Pelas favelas e por sobre os muros. Pelos becos e antros da terra. Por baixo da terra, com seus amigos gnomos. Quando são mulheres, sugam toda a energia do homem além de seus bens. Quando são homens, absorvem as mulheres deixando-as apaixonadas e loucas, comprando presentes aos amantes e disponibilizando seus bens mortais. A cabeça desses mortais parece virar. Seus encantos são fatais e sua sedução mortal. Estacas e cruzes de prata não são eficientes. O tempo é outro e a cidade cresceu. Adaptaram-se para isso.

Falam línguas estranhas. São ousados e não tem medo. Quando querem uma coisa vão atrás e não brincam em serviço. Matam por prazer de matar e bebem o sangue.
Cada um com seu jeito especifico, sua gangue, seus métodos de agir. Usam escopeta, 45, 765, Glok, 38, facas e ponteiras. São cruéis. A vida não significa nada para eles. Ao contrario de nós. Valorizamos a vida e o mistério que a cerca. Eles são muitos e nós poucos. São mutantes e crescem sem parar. Transformaram-se no que são. Vampiros da cidade.
Ouvimos falar deles lá nos confins da Transilvânia, quando ouvia meu pai falar que brincava aos pés do castelo do conde. Dracul era o seu nome. Venerado hoje por todos.
Costumava empalar seus oponentes como forma de castigo. Deixava-os sangrando até a morte em frente seu castelo ou pelo caminho. Era mal e bebia o sangue dos oponentes.
Assim também faziam os índios para adquirir o poder das outras tribos. Bebiam o seu sangue e comiam suas cabeças depois de encolhidas. O poder busca o poder através da crueldade e da astúcia de alguns perante os outros. É a lei da selva e a lei da causa e do efeito. Os meus direitos começam quando acabam os seus. Faça o que tu queres, pois tudo há de ser da lei. Todo homem e toda mulher é uma estrela, mas todos são animais a todos. Caçam uns aos outros. Quando presos, são violentos, agressivos e sagazes. Não tem medo de nada e nada a perder. Preferem a morte quando acuados. Suas garras são longas. São feios, pois perdem a sua beleza e mostram a sua verdadeira cara. Mutantes vampiros.
Uma vez um grande vampiro fugia acuado para a grande floresta negra na Alemanha. Perseguido por cachorros e homens armados, fugia cambaleando e sangrando penetrando na floresta. Grunhia de dor, pois várias balas de prata perfuraram sua pele. O sangue marcava seu caminho nas plantas. Os cachorros latiam sem parar. Perto de um riacho, bebeu água e lavou os ferimentos de bala. Continuou a correr, mas foi alcançado pelos cachorros. Quase estraçalhado, os homens o amarraram e o levaram para a vila. Era apedrejado pelo caminho, enquanto preparavam seu enforcamento. Jurou vingança aos homens dizendo que voltaria. Depois de morto, queimado e esquartejado, seu corpo foi jogado aos cães. Depois tudo ficou silencioso por aquela vila.
Na mesma época em Londres algo intrigava os homens da Scotland Yard. Mulheres prostitutas apareciam mortas e sem sangue. Apenas duas marcas no pescoço em forma de furos davam a entender que foram sugadas. Todo seu sangue vazou por ali e a hemorragia era certa e mortal. Diziam que um homem de olhos vermelhos e dentes longos rondava pela noite de Londres. A polícia estava em alerta. Mais mulheres prostitutas mortas e sem sangue. A polícia nada achava. Estavam tontos. Parecia que o assassino tinha asas e voava assim que a polícia chegava. Mas estavam á espreita. Faltava pouco para surpreenderem o assassino.
Era um fim de semana tranqüilo. Bêbados e prostitutas por todos os lados. Uma lua imensa e redonda iluminava o relógio que marcava 0 hora. A hora boa, como dizem. Os homens bebiam nas tabernas e as prostitutas riam pelos cantos. Num descuido, uma delas entrou em um beco bêbada. Descuidada a promíscua, parou para apertar o espartilho, donde seus seios fartos pulavam para fora. Uma sombra ela vira. Um homem grande então apareceu como que do nada, agarrando-a. Tampou sua boca e travou os dentes em seu pescoço. A mulher grita e logo vários policiais aparecem no beco.

Uma visão aterradora. Um homem de quase dois metros de altura com olhos vermelhos e muito sangue na boca. Em seus braços, a prostituta quase morta, sem sangue. Tiros e mais tiros e o homem cai. Preso, é espancado com cassetetes até confessar seus crimes. É arrastado por toda Londres com méritos aos policiais da Scotland Yard. Preso no calabouço até o julgamento, jurou vingança aos homens no momento de sua morte. Fuzilado em praça pública, e seu corpo jogado em um rio, não se falou mais nisso até os tempos de hoje. Não mais.

Elizabeth Bathory nascida em 1560 foi considerada uma das mulheres mais belas da época. Poderia ser, mas a sua aparência exterior não revelava muito da sua macabra e inescrupulosa aparência interior.
Elizabeth era sanguinária por natureza e há quem diga que assim o era devido a traumas de infância.
Casou muito nova com o conde Ferencz Nadasdy de quem teve três filhos. O conde era um guerreiro conhecido e respeitado e como tal estava constantemente em guerras fora do seu castelo e da sua tão amada e querida mulher e sua terra.
Aproveitando isso e por sentir-se muito sozinha, Elizabeth começou então a buscar prazeres noutros lados. Influências foram surgindo da parte da sua tia, uma lésbica muito conhecida na região, e a partir dela, Elizabeth começou a partilhar o mesmo gosto por esse tipo de prazer. Participava de várias orgias organizadas pela tia, recebendo também influências da parte de criados seus que praticavam as artes da magia negra.
A história da vida de Elizabeth começa na antiga fronteira entre Roménia e a Hungria no castelo Ecsed, onde a família Bathory estava instalada na Transilvânia. Em 1560, George Bathory (de descendência Ecsed) e Anna Bathory (de descendência Somlyo) tiveram uma filha, Elizabeth, fruto de um casamento entre duas nobres, mas decadentes famílias húngaras. A família Bathory era uma das mais ricas e poderosas famílias protestantes em toda a Hungria. Nela existiam dois dos mais importantes e ricos príncipes reinantes na Transilvânia, um vasto número de heróis de guerra, oficiais da igreja na Hungria e até mesmo um grande construtor de impérios, Stephen Bathory, príncipe da Transilvânia e rei da Polónia. A prática comum da procriação consangüínea não resultou em nada positivo, mas apenas para esta ilustre família. Para além destes nobres a família Bathory era constituída por mais pessoas de um foro não tão nobre. Elizabeth tinha um tio que era supostamente adepto aos rituais e adoração em honra de Satanás, uma tia, Klara Bathory, conhecida como lésbica e bissexual que se divertia a torturar criados e ainda um irmão, Stephan.
Durante a estadia dos ciganos no castelo, um deles foi acusado de vender crianças aos turcos. Foi levado a julgamento, considerado culpado e sentenciado à morte. Elizabeth lembrava-se do choro do cigano durante a noite, lamentando a sua sentença e isso deve tê-la impressionado. De madrugada, Elizabeth escapou à vigilância da sua ama e correu para fora do castelo para ver a punição. Aí viu um cavalo no chão, moribundo, e alguns soldados a abrirem-lhe a barriga. Três dos soldados então agarraram no cigano e puseram-no dentro da barriga do cavalo, deixando-o apenas com a cabeça de fora e seguidamente coseram a barriga novamente com uma agulha e linha. Outro relato que se conhece, mas não se sabe se é verídico é o seguinte: Aos nove anos de idade, um grupo de rebeldes atacou o seu castelo. A maior parte deste foi destruída e muitas das pessoas que lá viviam foram torturadas, violentadas e posteriormente mortas. Elizabeth e as suas duas irmãs Anichka e Shandra foram levadas para se esconderem na floresta pelas suas amas. Elizabeth encontrou refúgio numa árvore, mas as suas irmãs foram encontradas e torturadas até à morte e Elizabeth não teve outra escolha senão ver as suas irmãs e aias a serem violentadas e mortas. Mais tarde encontrou o caminho para casa e viu os assassinos sentados na mesa, com o seu líder, Dozsa, sentado numa cadeira de ferro, com fogo no fundo da mesma e ele estava a ser cozido. Os outros assassinos foram obrigados a comer a carne cozida do seu líder. Parece que alguns até não se importaram muito, talvez porque tinham fome. Foram depois mortos.
Esta punição foi infligida neles quando foram apanhados e o tio de Elizabeth pronunciou a sentença. O castelo foi restaurado, mas ninguém pôde preencher o vazio causado pela perda das irmãs e pai de Elizabeth. Embora isto não seja uma desculpa, para o comportamento de Elizabeth, podemos perceber mais de suas atitudes anos mais tarde.
Ao contrário de outras mulheres, Elizabeth foi muito bem educada e sua inteligência ultrapassava até a de muitos homens. Ela era excepcional, fluente em húngaro, latim e alemão enquanto a maior parte dos nobres húngaros nem sequer sabiam escrever. Até mesmo o príncipe regente da Transilvânia nesse tempo tinha pouca educação.
Embora pareça que ela nunca tomou banho em sangue das moças, vários relatos mostram que ela as torturava de tal maneira que ficava ensopada com seu sangue e tinha que trocar de roupa antes de prosseguir. Elizabeth poderia ter continuado com esta moda de torturar criados até à morte, à sua vontade e indefinidamente, porque os loucos clérigos daquele tempo consentiam que os nobres tratassem os seus criados da maneira que quisessem, por mais cruel que essa fosse e legalmente não diziam nada.
Os seus cúmplices
Acompanhando a Condessa nestas ações macabras estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira. Entre os anos de 1604 e 1610 uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia, que provavelmente era amante de Elizabeth, juntou-se a ela e ensinou-lhe novas técnicas de tortura. Passou a ser uma das mais ativas sádicas de Elizabeth. Depois de um severo golpe, que a deixou cega, Darvulia deixou o seu trabalho a Elizabeth, Helena Jo e Dorka, certa de que as tinhas ensinado bem. Completamente em pânico, algumas moças tentaram em vão escapar do castelo, embora se saiba que pouca minoria conseguiu. Aquelas que escapavam, eram logo encontradas e punidas da seguinte maneira:
"...uma moça de 12 anos chamada Pola conseguiu escapar do castelo, mas Dorka, ajudada por Helena Jo, apanhou-a assustada e de surpresa e levou-a à força para o castelo de Csejthe.
A Condessa recebeu a moça no seu retorno. Estava furiosa novamente. Avançou para a moça e forçou-a a entrar numa espécie de jaula. Esta jaula foi construída com a forma de uma grande bola, demasiado estreita para ser possível uma pessoa sentar-se e demasiado baixa para se poder permanecer em pé.
Uma vez posta a moça lá dentro a jaula era erguida por uma roldana e dezenas de espigões ressaltavam de dentro dela. Pola tentou não ser apanhada pelos espigões, mas Ficzko manuseou as cordas de modo a que a jaula oscilasse para os lados. A carne de Pola ficou desfeita.
Com a morte de Darvulia, na altura em que Elizabeth atingiu os seus 40 anos, esta tornou-se ainda mais descuidada. Era Darvulia que se certificava que as vítimas seriam apenas camponesas e que nenhuma moça da nobreza era levada, mas com a sua morte e também com as dúvidas das camponesas acerca das maravilhas do castelo Csejthe, Elizabeth começou então a escolher moças da nobreza. Sentindo-se sozinha, a Condessa juntou-se à viúva de um fazendeiro da cidade vizinha de Miava. O nome dela era Erzsi Majorova.
Aparentemente foi ela que encorajou Elizabeth a ir atrás de moças de berço nobre. As atrocidades da velha condessa Elizabeth continuaram:
Um cúmplice seu testemunhou que em alguns dias Elizabeth deitava moças nuas no chão do seu quarto e torturava-as de tal maneira que o chão ficava inundado de sangue. Elizabeth teve de pedir aos criados que trouxessem um tapete para tapar as piscinas cheias de sangue. Uma jovem, que não conseguiu agüentar as torturas e morreu muito rapidamente foi comentada da seguinte maneira no diário da Condessa: "Ela era muito pequena..." Elizabeth chegou a um ponto na sua vida em que ficou muito doente e não conseguia levantar-se da sua cama nem arranjar forças para torturar as suas criadas. Ordenou então que lhe fosse trazida uma das suas jovens criadas. Dorothea Szentes, uma rude mulher camponesa arrastou uma das criadas jovens de Elizabeth para o seu lado e segurou-a aí.
Elizabeth ergueu-se da sua cama e tal como um cão raivoso, abriu a boca e mordeu a rapariga na face. Depois seguiu para os ombros onde rasgou um pedaço de carne com os dentes. Depois disso, Elizabeth mordeu os seios da rapariga. Elizabeth deixou de ser cuidadosa em providenciar enterros cristãos, feitos pelo pastor protestante do local. Depois de algum tempo, o pastor recusou-se a prosseguir com estes ritos, pois havia muitas moças mortas por causas desconhecidas e misteriosas, mas sempre levadas para dentro por Elizabeth.
Ela ameaçou-o então para que ele não revelasse os seus atos e continuou a ter os corpos enterrados secretamente. Mais perto do fim, os corpos começaram a ser deixados em locais perigosos (nos campos junto ao castelo, na horta perto da cozinha, etc.) Estas ações contribuíram muito para a descoberta dos seus crimes. Ao longo do seu reinado como "Condessa Sangrenta", depois da morte do seu marido, outro dos seus propósitos foi fazer com que o rei húngaro, Mathias II repusesse as dívidas que tinha ao seu falecido marido Ferenc, de modo que ela pudesse continuar com a sua vida sem preocupações.
O rei não pagou as dívidas e Elizabeth teve de vender dois castelos pertencentes à sua família nos arredores da Transilvânia. Estas ações chamaram a atenção do primo de Elizabeth, o conde Thurzo. O conde, reconhecendo o perigo deste procedimento, reuniu o resto do clã Bathory e planeou mandar exilar Elizabeth num convento, e findar por muito tempo os seus tristes dias.
Os planos do conde Thurzo para conseguir salvar a família foram interrompidos quando:
no Inverno de 1610, Elizabeth achou que a sua posição social era intocável perante a lei, desde que os seus criados lançassem as moças mortas das muralhas do castelo para um sítio descampado onde existiam lobos vorazes. Mas, esta cena foi vista pelos habitantes da vila de Csejthe, que informaram os oficiais do rei. O rei e os altos oficiais da igreja forçaram o rei Thurzo a agir, e ele assim o fez, apenas quis fazer as coisas de modo a proteger os interesses da rica e próspera família Bathory.
O ataque foi planeado para ser realizado no feriado de Natal, enquanto o Parlamento Húngaro não estava reunido. A 29 de Setembro de 1610 foi efetuado um ataque ao castelo Csejthe. Não houve necessidade de fazer um ataque noturno e de surpresa, pois ao longo dos anos, as evidências dos crimes de Elizabeth foram-se acumulando.
Quando o grupo de ataque chegou à mansão de Elizabeth, encontraram um corpo de uma criada espancada antes de entrarem. Elizabeth e os seus cúmplices não tinham se preocupado em enterrar o corpo. Dentro da casa, os nobres deparara-se ainda com os corpos de mais duas moças, muito marcadas pelas torturas e uma delas encontrava-se ainda viva.
Na carta que escreveu à sua mulher, o conde Thurzo disse: "Tomei a mulher Nadasdy em custódia, ela foi imediatamente levada para a sua fortaleza...Irá ser bem vigiada e mantida aprisionada até que Deus e a lei decidirem acerca dela...Esperarei apenas até que a mulher acusada seja levada para a fortaleza e se instale num quarto próprio para ela."
O conde Thurzo não esperou por Deus e a lei, pois decidiu secretamente que Elizabeth não devia ser levada a tribunal, mas sim sentenciada a permanecer presa no seu castelo Csejthe. Os julgamentos em 2 e 7 de Janeiro de 1611 foram feitos apenas para satisfazer um ato oficial. Durante os procedimentos, os testemunhos dos seus cúmplices, Ficzko, Dorka, Katharina Beneczky e Helena Jo (Erzi Majorova foi julgada muito mais tarde porque desapareceu) foram ouvidos. É importante salientar que as quatro testemunhas mencionaram apenas entre 30 e 60 mortes, mas uma quinta testemunha, ouvida no dia 7 de Janeiro, revelou a peça do puzzle que faltava. O testemunho mais surpreendente veio de uma mulher, identificada apenas como "senhora Zusanna", não tendo sido mencionado o seu último nome. Depois de descrever as torturas feitas por Helena Jo, Dorothea e Ficzko...e de ter pedido um atenuante para Katarina Beneczky, Zusanna revelou então a evidência mais chocante deste julgamento: uma lista ou registro que se encontrava num cesto de desenhos, feito pela Condessa onde a própria revelava o número de moças mortas até então. Foram 650. Os criados foram considerados culpados e as suas penas deliberadas da seguinte maneira: Em primeiro lugar, Helena Jo, seguida por Dorothea Szentes, as então chamadas de culpadas do grande crime, foram condenadas a amputar os seus dedos (aqueles que usaram como instrumentos de tortura e na carnificina e ainda por onde pingou o sangue de cristãs) que seriam arrancados pelo executor público com uma pinça incandescente. Depois disso os seus corpos deveriam ser atirados vivos para o fogo.
Ficzko foi decapitado, o seu corpo, ensangüentado, juntar-se-ia ao dos seus cúmplices e seria queimado. Apenas Katharina Beneczky escapou à sentença de morte.
Mais tarde, a 24 de Janeiro de 1611, Erzsi Majorova foi encontrada, considerada culpada e executada. Apenas Elizabeth não foi trazida perante a corte e julgada, graças a uma carta escrita pela sua poderosa família e graças às maquinações do conde Thurzo.
A sentença de Elizabeth foi proferida e julgada com mestria e apreço pelo próprio conde Thurzo:
"Tu, Elizabeth, és como um animal" - disse ele - "estás nos últimos meses da tua vida. Não mereces respirar o ar nesta terra, nem ver a luz do Senhor. Irás desaparecer deste mundo e nunca mais irás aparecer. As sombras irão encobrir-te e terás tempo para te arrependeres da tua brutal vida. Condeno-te, Senhora de Csejthe, a seres aprisionada perpetuamente no teu próprio castelo."
Trabalhadores foram chamados para tapar as janelas de cima a baixo com tijolos e a porta do quarto de Elizabeth no castelo de Csejthe onde ela passaria o resto da sua vida. Existiria apenas um pequeno orifício por onde passaria a comida e ainda algumas por algumas fendas para a ventilação. Adicionalmente, quatro forcas foram construídas nos quatro cantos do castelo para demonstrar aos camponeses que justiça havia sido feita. Em 31 de Julho de 1614, Elizabeth pronunciou a sua última vontade e testamento a dois padres catedráticos da diocese de Esztergon. Ela desejou que todos os bens que restassem da sua família fossem divididos igualmente pelas suas filhas, o seu filho Paul e seus descendentes. Em Agosto do ano de 1614, um dos carcereiros da Condessa quis vê-la, pois era sabido que ela tinha sido (ou era ainda) uma das mulheres mais bonitas da Hungria. Espreitando através da pequena abertura na sua cela de paredes, ele viu a Condessa deitada no chão. Elizabeth Bathory estava morta aos 54 anos. O seu corpo era para ser enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "infame Senhora" sepultada na cidade.

Ivan, o Terrível foi o primeiro czar da Rússia, e seu comportamento arbitrário e cruel levou muitos a compará-lo a Vlad o Empalador, o Drácula histórico. Ivan herdou o título do Grão-Duque de Moscovy quando tinha 3 anos de idade e cresceu observando as famílias líderes (os boiardos) de sua terra liderarem os países por um período, à medida em que lutavam entre si por parcelas de poder. Tinha 17 anos quando um Conselho de Escolha surgiu para efetuar reformas. Embora eles tenham tido sucesso em acabar com o caos, Ivan discutiu continuamente com seus membros sobre uma vasta quantidade de assuntos administrativos. Em 1564, frustrado, abdicou repentinamente. Quando o povo exigiu seu retorno, pôde ditar os termos de sua reintegração e obter o poder quase absoluto. Movimentou-se rapidamente para estabelecer sua própria elite governamental, a Oprichnina, que retirou grande parte do poder remanescente das mãos dos boiardos.
O reinado de duas décadas de Ivan foi marcado, em parte, pela sua conquista das terras ao longo do Rio Volga e por seu movimento para a Sibéria, assim como a desastrosa guerra em que se envolveu quando tentou sem sucesso capturar a Livônia (hoje Estônia). Ele é mais lembrado, todavia não por suas ações políticas, mas por sua conduta pessoal. No afã de estabelecer, agia rapidamente na punição (e às vezes execução) de muitos que desafiavam seu reinado ou que de alguma forma mostrassem desrespeito pelo que ele considerava seu status engrandecido.
Entre as tendências excepcionais mais lembradas pelos seus contemporâneos, Ivan possuía um senso de humor negro, bem similar ao que fora atribuído a Vlad. Freqüentemente, esse humor caracterizava as torturas e execuções daqueles que se tornavam o objeto de sua ira. Conforme assinalou um historiador, S. K. Rosovetskii, muitas das histórias sobre Ivan eram variações daquelas atribuídas a Vlad um século antes. Por exemplo, havia a história folclórica romena sobre os cidadãos moradores da cidade de Tigorviste, a capital de Drácula. Os cidadãos tinham caçoado do irmão de Drácula. Em represália, ele reuniu os principais cidadãos (os boiardos) após as celebrações da Páscoa e, em suas melhores roupas, fez com que marchassem na construção do Castelo de Drácula. Ivan, reporta-se, fez algo parecido na cidade de Volgoda quando as pessoas o viram na manhã da Páscoa. Juntou todos ainda em suas melhores roupas de festa e construiu uma nova muralha para a cidade.
Talvez a mais famosa história de Drácula contada a partir de Ivan se referia ao enviado turco que se recusou a tirar seu chapéu na presença de Drácula. Este, em seguida, pregou o chapéu do homem a sua cabeça. Ivan, fez o mesmo com um diplomata italiano. Ivan, como Vlad, muitas vezes se virava contra poderosas figuras da sociedade russa e os humilhava para evitar seu retorno à dignidade de seus cargos. Conta-se á história, por exemplo, de seu ataque sobre Pimen, o representante metropolitano russo-ortodoxo de Novgorod. Despiu-o de suas vestes litúrgicas e vestiu-o de menestrel ambulante (uma ocupação rejeitada pela igreja) e montou um casamento satírico no qual Pimen se casaria com uma égua. Apresentando o despido prelado com os sinais de seu novo status, uma gaita de foles e uma lira, Ivan despachou-o da cidade.
Ivan era diferente de Vlad com relação ao seu apetite sexual, tinha sete esposas e cerca de 50 concubinas. Também deixou os seus sucessores imediatos com uma herança mista. Embora tivesse expandido o território da Rússia, deixou o país na bancarrota e o descontentamento com seu reinado cresceu de forma contínua. Ivan, todavia, morreu de forma pacífica enquanto jogava xadrez, no dia 18 de março do fatídico e tristonho ano de 1584.

Arnold Paul (ou Paole) foi assunto de um dos mais famosos casos de vampiro do século XVIII. Chegou em meio a uma onda presumível de ataques de vampiro que infernizaram a Europa central no fim do século XVII até meados do século seguinte. Esses casos de um modo geral, e o de Paul, em particular, foram a principal causa do reavivado interesse pelos vampiros na Inglaterra e na França no início do século XIX.

Paul nasceu no início da década de 1700 em Medvegia, ao norte de Belgrado, numa área da Sérvia então pertencente ao Império Austríaco. Serviu no exército, no que era chamado de "Sérvia Turca", e na primavera de 1727 voltou para a sua cidade natal. Paul comprou diversos hectares de terra e se estabeleceu como agricultor. Foi assediado por uma jovem de uma fazenda vizinha, da qual ficou noivo. Paul era conhecido por ser uma pessoa honesta e de boa índole, sendo bem recebido pelo povo da cidade em seu retorno. Entretanto, notou que uma certa tristeza permeava sua personalidade.
Paul finalmente disse a sua noiva que seu problema era oriundo dos dias de guerra. Na Sérvia Turca, tinha sido visitado e atacado por um vampiro. No final, matou o vampiro seguindo-o até seu cemitério. Também comeu um pouco da terra do túmulo do vampiro e cuidou de seus ferimentos com sangue do vampiro para se livrar dos efeitos do ataque. Uma semana depois de ter contado sua história, Paul foi vítima de um acidente fatal, e foi enterrado em seguida.
Algumas pessoas após seu sepultamento vieram à tona relatos da aparição de Paul. Quatro pessoas que tinham feito os relatos morreram e o pânico se espalhou pela comunidade. Seus líderes decidiram agir para amenizar o pânico, desenterrando o corpo para determinar se Paul era ou não um vampiro. O túmulo foi aberto no quarto dia após seu enterro. Dois cirurgiões militares estavam presentes quando a tampa do caixão foi removida. Encontraram um corpo que parecia ter sido recém-enterrado. O que parecia ser pele nova estava presente sob uma camada de pele morta e as unhas continuavam a crescer. O corpo foi perfurado e o sangue jorrou. Os presentes acharam que Paul era um vampiro. Seu corpo foi empalado, ouvindo-se um forte gemido. Foi decapitado e cremado. O caso teria terminado ali, mas não foi o que aconteceu. As quatro outras pessoas que tinham morrido foram tratadas da mesma forma para que não reaparecessem como vampiros.
Em 1731, na mesma área, cerca de 17 pessoas morreram, com sintomas de vampirismo num período de três meses. Os moradores não agiram prontamente, até que uma menina se queixou que um homem chamado Milo, que tinha falecido recentemente, a atacara no meio da noite. Notícias dessa segunda onda de vampirismo chegaram à Viena e o imperador austríaco instaurou um inquérito a ser conduzido pelo cirurgião do Regimento de Campo Johannes Fluckinger. Nomeado em 12 de dezembro, Fluckinger se encaminhou para Medgevia e começou a colher informações do que tinha ocorrido. O corpo de Milo foi desenterrado, descobrindo-se que estava num estado similar ao de Arnold Paul. O corpo foi então empalado e cremado. Como é possível que o vampirismo, erradicado em 1727, tivesse voltado? Foi determinado que Paul, tinha "vampirizado" diversas vacas das quais os mortos mais recentes tinham se alimentado. Sob as ordens de Fluckinger, os moradores passaram a desenterrar todos que tinham morrido nos meses recentes. Foram desenterrados quarenta, dezessete dos quais estavam num estado de preservação igual ao do corpo de Paul. Foram todos empalados e cremados.
Fluckinger preparou um relatório completo de suas atividades e apresentou-o ao imperador no início de 1732. Seu relatório foi publicado a seguir e tornou-se um best-seller. Em março de 1932, relatos de Paul e dos vampiros de Medgevia circularam nos periódicos da França e da Inglaterra. Em virtude da natureza bem documentada do caso, tornou-se o foco de estudos e reflexões futuras sobre vampiros, e Arnol Paul tornou-se o mais famoso vampiro da época. O caso de Paul foi muito influente nas conclusões a que chegaram tanto Dom Augustim Calmet e Giuseppe Davanzati, dois estudiosos católicos que escreveram livros sobre o vampirismo em meados daquele grande e louco século.
Peter Kurten (1883-1931) Muitas vezes citado como um vampiro real, Peter Kürten - o chamado Vampiro de Düsseldorf - foi um matador em série que operou na Alemanha entre 1929 e 1930. Nasceu em Mulheim, Alemanha, um de dez irmãos, filho de pai alcoólatra e brutal. Tinha vivido parte de sua juventude como catador de cachorros e lembrava-se de ter-se deliciado com a morte de cães não-reclamados. Kürten tinha apenas 9 anos quando matou uma pessoa pela primeira vez. Empurrou um colega para dentro da água e depois repetiu o ato com um segundo menino que tentava salvar o primeiro.
Sua segunda tentativa de homicídio ocorreu oito anos mais tarde, quando tentou estuprar e matar uma jovem. Ficou na cadeia durante quatro anos por causa dessa mal-sucedida tentativa. Morou nas ruas após ter saído da prisão, mas um ano depois estava novamente na cadeia por roubos e furtos. Alegaria, posteriormente, ter matado mais de dois de seus companheiros de cela por envenenamento. Em 1913 estava de volta às ruas em Düsseldorf e matou novamente. Assassinou uma menina de 10 anos. Cortou sua garganta com uma faca e disse ter experimentado um orgasmo vendo seu sangue jorrar.
Não foi senão em 1929 que Kürten começou uma série de crimes que lhe dariam um lugar na história da criminalidade. Em fevereiro daquele ano tentou assassinar uma mulher e conseguiu matar duas crianças, um menino e uma menina, ambos à faca. Suas tentativas de homicídio, muitas vezes mal-sucedidas, não ajudaram a polícia. Acusaram um doente mental de ser o responsável pela morte do menino, que, na realidade, Kürten tinha matado.
Naquele verão foi mais bem-sucedido, matando nove pessoas somente no mês de agosto. Continuou matando durante o inverno de 1929-30. Em maio, tentou estrangular uma jovem, mas inexplicavelmente interrompeu a tarefa e deixou-a ir embora. Ela o identificou e ele foi preso. Durante sua farra de crimes, tinha confundido a polícia continuamente alterando seus métodos. Somente quando começou sua confissão, relatando apuradamente as circunstâncias de cada crime, é que foram dissipadas todas as dúvidas. Foi condenado e executado por decapitação em 2 de julho de 1931.
Kürten certamente não era um vampiro no sentido tradicional. Superficialmente, demonstrava uma tendência vampírica em sua obsessão por sangue, mas não gostava nem do vampiro folclórico nem da tradição cinematográfica e literária do vampiro moderno. Sua história de crimes se encaixa melhor na história de assassinatos em série. A vida de Kürten inspirou dois filmes, M (1931) e Le Vampire de Düsseldorf - excelente filme de 1964.

Um dos mais famosos vampiros históricos, Peter Plogojowitz morou em Kisolova, uma pequena vila na Sérvia ocupada pelos austríacos. Área oficialmente incorporada à província da Hungria. Kisolova não ficava muito longe de Medgevia, a terra de Arnold Paul, outro famoso vampiro, cujo o caso ocorreu naquela mesma época. Plogojowitz morreu em setembro de 1728, aos 62 anos. Três dias mais tarde, no meio da noite, entrou na sua casa, pediu comida a seu filho, comeu e saiu. Duas noites mais tarde reapareceu e novamente pediu comida. O filho recusou-se a atendê-lo e foi encontrado morto no dia seguinte. Logo depois, diversos moradores da vila ficaram doentes, com fadiga, diagnosticada como excessiva perda de sangue. Relataram que, num sonho, tinham sido visitadas por Plogojowitz, que os tinha mordido no pescoço, sugando-lhes o sangue. Nove pessoas morreram misteriosamente dessa estranha doença na semana seguinte. O principal magistrado enviou um relatório das mortes ao comandante das forças imperiais, e o comandante respondeu com uma visita à vila. Os túmulos de todos os recém falecidos foram abertos. O corpo de Plogojowitz continua um enigma — parecia estar num transe e respirava suavemente. Seus olhos estavam abertos, suas carnes estavam roliças e sua compleição corada. Seu cabelo e suas unhas pareciam ter crescido e pele fresca foi encontrada bem abaixo da epiderme. Mais importante, sua boca estava manchada com sangue fresco. O comandante concluiu de pronto que Plogojowitz era um vampiro. O executor que foi a Kisolova com o comandante enfiou uma estaca no corpo de Plogojowitz. O sangue espirrou das feridas e dos orifícios corporais. O corpo foi em seguida queimado. Nenhum dos outros corpos apresentava sinal de vampirismo. Para protegê-los e aos moradores, alho foi colocado nas sepulturas e os corpos devolvidos às valas.
A história foi relatada pelo Marquês d'Argens em seu Lettres Juives, que foi prontamente traduzido para o inglês em 1729. Embora não tão conhecidos quanto os incidentes que começaram com Paul Arnold, o caso Plogojowitz se tornou uma pedra fundamental para a controvérsia do vampiro na década de 1730.
Uma breve cronologia vampiresca
1861 - Martin Dumollard de Montuel, Frana, foi sentenciados morte por matar meninas para beber seu sangue.
1872 - Vicenzo Verzeni de Bottanauco, Itália, foi sentenciado a prisão perpétua depois de confessar-se culpado por dois assassinatos e quatro tentativas e que beber o sangue das vítimas lhe dava satisfação.
1897 - Joseph Varcher de Bourg, Frana, foi executado por matar doze pessoas das quais bebia o sangue através de várias e monstruosas mordidas no pescoço.
1916? - Após uma notificação de que Bela Kiss, Hungria, havia morrido na 1.a Guerra Mundial, seus vizinhos fizeram uma busca em sua propriedade e encontraram 31 corpos, todos estrangulados, com feridas no pescoço e o seu precioso sangue drenado.
1920 - O nobre da Rússia Pós-Revolução, Barão Roman von Sternberg-Ungern, bebia sangue ocasionalmente, pois acreditava que era a reencarnação de Genghis Khan. Por esse e outros motivos foi executado.
1947 - Elizabeth Short, EUA, foi assassinada e teve seu corpo desmembrado. Constatou-se que seu sangue havia sido literalmente muito bem drenado.
1952 - Estelita Forencio de Pacce, Filipinas, mordeu várias pessoas sugando o sangue através da ferida. Ela foi detida e disse ter adquirido esses hábitos de seu marido e sofria essas crises regularmente.
1959 - Salvatore Agron de 16 anos, EUA, foi executado por vários assassinatos que cometeu durante a noite vestido como um vampiro estilizado por Bela Lugosi. Em seu julgamento alegou ser vampiro.
1960 - Florencio Roque Fernandez, Argentina, foi preso após o relato de mulheres dizendo que ele invadia seus quartos, mordendo-as e bebendo o sangue do ferimento.
1963 - Alfred Kaser, Alemanha, foi julgado por ter matado um menino de 10 anos, que esfaqueou e logo após bebeu todo o rico sangue novo.
1969 - Stanislav Modzieliewski, Polnia, foi condenado por sete assassinatos e seis tentativas. Em seu julgamento cofessou achar o sangue delicioso.
1971 - Wayne Boden foi preso por uma série de assassinatos onde a vitima era algemada, estuprada e depois mordida no seio para beber seu sangue.
1973 - Kuno Hoffman, Alemanha, foi condenado á prisão perpétua após confessar ter matado e bebido o sangue de duas pessoas e violado vários túmulos para obter muito mais que um pouco de sangue.
1979 - Richard Cottingham foi preso por estuprar, esfaquear e beber sangue de uma prostituta. Foi descoberto após ter matado várias mulheres e ter bebido o sangue de todas e secado quase todas com apetite.
1980 - James P. Riva matou sua av a tiros e bebeu seu sangue. Segundo ele, foi induzido por uma voz de um vampiro que lhe dizia o que e como fazer.
1982 - Julian Koltun, Polnia, condenado a morte por estuprar sete mulheres e beber uma grande quantidade de seu sangue, duas acabaram morrendo.
1984 - Renato Antonio Cirilli foi julgado por morder e estuprar a quantidade de mais de 40 mulheres.
1985 - John Crutchley foi preso pelo estupro de uma mulher que aprisionou e bebeu o sangue. Mais tarde constatou-se que ele vinha bebendo o sangue de doadores complacentes por muitos e muitos anos.
1987 - Em um parque de São Francisco, um homem que praticava corrida foi seqüestrado e mantido em um furgão por uma hora, enquanto um homem bebia seu sangue.
1988 - Uma mulher em Londres, durante um verão, levava suas vitimas para casa e os sedava, quando inconscientes, ela cortava seus pulsos e bebia o sangue. Presume-se que isso aconteceu com no mínimo seis homens. A mulher nunca foi detida.
1991 - Marcelo de Andrade, Rio de Janeiro, matou 11 crianças, bebendo seu sangue e comendo parte de suas carnes.
1991 - Tracy Wigginton, Austrália, foi condenada por esfaquear e beber o sangue de uma mulher, causando-lhe a morte. Como lésbica, Tracy declarou que bebia o sangue de suas parceiras normalmente.
1992 - Andrei Chikatilo, Rostov, Rússia, foi condenado a morte após confessar o assassinato de 55 pessoas que ele ''vampirizou'' praticando canibalismo.
1992 - Deborah Joan Finch foi julgada pelo assassinato de um vizinho, que esfaqueou 27 vezes para beber o sangue que saia de um dos ferimentos.

Fonte: O Livro dos Vampiros - A Enciclopédia dos Mortos Vivos, de J. Gordon Melton


IMORTALIDADE DO VAMPIROPara a Psicologia, especialmente os estudos de Jung, o vampiro é um símbolo. O vampiro é real e ocorre em vários povos, em diversas localidades e épocas diferentes no que se chama de inconsciente coletivo. O vampiro revelaria algo desconhecido e oculto de nós mesmos. Há menções sobre vampiros em praticamente todas as culturas. Os relatos referem-se a histórias reais e atuais e histórias do folclore, além de lendas regionais. Na Assíria e na Babilônia há mais de 3000 a.C. fala-se do vampiro. Não se sabe exatamente de onde surgiu essa crença, mas ela sempre esteve ligada aos deuses e a mística de uma forma geral. Há muitas semelhanças entre os relatos ao redor do mundo e daí vem a minha indagação: por quê diferentes culturas em diferentes épocas, as mais remotas possíveis, e em diferentes localidades, distantes milhares de quilômetros passaram a crer em vampiros? Não pode ser mera coincidência, pois a semelhança nos relatos são grandes. Os sumérios registraram a lenda do vampiro há pelo menos 3000 a.C. em sua literatura. Talvez a lenda seja anterior a essa época, no entanto, não se tem registro desse fato. O primeiro povo a consagrar a lenda certamente foram os sumérios. Lá chamavam o vampiro de ekimmu. Quando ele aparecia, escolhia uma vítima e tomava posse da vítima até que um sacerdote ou sacerdotisa realizasse um ritual para expulsar o vampiro. Muitas vezes, dava “rajada de vento diabólico", uma alusão ao poder psíquico que exercia sobre as suas vítimas. Outra criatura vampírica da Suméria é o uruku ou utukku e é descrito como um vampiro que ataca o homem. A mais temida das criaturas vampírica na Mesopotâmia era os Sete Demônios. Sobre relatos sobre vampiros e primeiros e seus loucos e polêmicos escritos:

1198 – Willian de Newburgh escreve sobre vampiros reais na Inglaterra. Entre os casos mais famosos estão o do vampiro do castelo de Alnwick e também de Melrose Abbey.

1645 – Leo Allatius escreve o primeiro tratado moderno sobre vampiros, baseando-se nos relatos polêmicos do vrykolakas.

Além disso, Stoker ao relatar sobre a imortalidade dos vampiros iniciou suas pesquisas ao ler Sabine Baring-Gould no livro The Book of Werewolves que repete a história descrita pelo pesquisador Michael Wagner sobre Elisabeth Bathory.


RICHARD TRETON CHASE (1950-1980)Esse maluco pensava que o seu sangue estava envenenado e passou a matar coelhos, cães e vacas para beber “sangue limpo”. Logo passou também a tomar sangue humano. Foi às ruas e esquartejou seis pessoas num mês. Após esquartejá-las ele bebia o sangue das vítimas e guardava partes dos corpos no congelador para comer depois. Esse homem bizarro foi preso e condenado à morte na câmara de gás. Mas ele matou-se bem antes, com uma overdose de antidepressivos.




A Terra dos VampirosA Europa Oriental é uma região misteriosa e complexa, tanto política como geograficamente. O termo Europa Oriental é recente e definia-se basicamente por um critério político, na medida em que abrangia os paises do chamado “socialismo real” (Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Iugoslávia, Albânia e a parte européia da URSS), mais a Grécia e parte da Turquia.



Principais regiões vampirescas
da Europa Oriental

Transilvânia: É a mais famosa região de vampirismo que se conhece. Pertencente à Romênia desde 1918, fez parte do antigo Império Austro-Húngaro.
Valáquia: Outra região da Romênia. Antigo principado no sudoeste da Europa, criado no século XVIII. Esteve sob domínio turco de 1460 a 1859, ano em que unificou-se com a Moldávia para formar a Romênia. Faz; fronteira com a Transilvânia.
Rutênia: Também conhecida como Ucrânia subcarpática. Antiga região da Thecoslováquia. Foi tomada pela Hungria em 1939. Em 1945, foi cedida a ex URSS.
Eslováquia: Região da Thecoslováquia de 1918 até 1952 quando declarou-se independente.
Morávia: Antiga província da Thecoslováquia: Sua capital é Brno. Forma hoje junto com a Boêmia, a república Tcheca.
Boêmia: Histórica região da Thcecoslováquia.

Tipos de VampirosADZE
Um espírito vampíco que reside em feiticeiros das tribos dos Ewe, um povo que habita parte do sudeste de Gana e sul de Togo, na África. O ADZE voa por aí na forma de vagalume, mas se capturado, muda para a forma humana. Ele bebe sangue, óleo de palmeira e água de coco; e perseguem crianças, principalmente as mais bonitas.

ALGUL
Um vampiro árabe cujo nome traduzido significa sanguessuga de cavalo. Essa forma de vampiro é tradicionalmente um demônio do sexo feminino que se banqueteia sobre bebês mortos e cemitérios.

ALP
Um espírito vampírico de origem germânica associado com os "boogeyman" e os "incubus" (espécie de demônio dos pesadelos) que, normalmente, atormenta as noites e os sonhos das mulheres. A manifestação física da criatura pode ser muito perigosa. Está intimamente ligado aos pesadelos e é considerado ser do sexo masculino. Pode ser interpretado como o espírito de parente falecido ou, mais freqüentemente, como um demônio verdadeiro. As crianças podem se transformar em um ALP quando uma mãe usa uma coleira de cavalo para aliviar o parto. Durante a Idade Média, o ALP era conhecido por se parecer com um gato, um porco, um pássaro ou outro animal, incluindo uma cena de um voluptuoso cão demoníaco ocorrido em Colônia, na Alemanha, o que o liga a outro mito: o lobisomem. Em todas as suas manifestações, o ALP é conhecido por usar um chapéu. O espírito pode voar como um pássaro ou pode correr como um cavalo. O ALP bebe o sangue das crianças e dos homens pelo mamilos, mas prefere o leite das mulheres. Devido ao envolvimento com o terror da mente e do sono, o ALP é virtualmente impossível de se matar.

ASANBOSAM
É um vampiro encontrado na África, conhecido entre o povo Ashanti, que ocupa o sul de Gana, e pelos povos da Costa do Marfim e Togo. Acredita-se que o ASANBOSAM viva em florestas fechadas, sendo, na maioria das vezes, encontrado por caçadores. Em geral, possui a forma humana, com duas exceções: seus dentes são feitos de ferro e suas pernas possuem apêndices parecidos com ganchos. Qualquer um que caminhe pela floresta em que o vampiro resida será morto.

ASWANG
É um vampiro oriundo das Filipinas, acreditado ser uma bela mulher de dia e um temível demônio alado durante a noite. O Aswang pode ter uma vida normal durante o dia. À noite, contudo, a criatura é levada para a casa de suas vítimas por pássaros noturnos. Sua alimentação é sempre baseada em sangue e ela prefere se alimentar de crianças. A criatura é reconhecida por sua forma inchada após saciar sua sede de sangue, ficando parecida com uma mulher grávida. Se um ASWANG lambe a sombra de uma pessoa, acredita-se que essa pessoa morrerá em breve.

BAJANG
É um vampiro malásio do sexo masculino, parecendo um gato e normalmente assustando crianças. O BAJANG pode ser escravizado e transformado em um servo demoníaco que, geralmente, é passado de uma geração para outra dentro da mesma família. Ele é mantido em um tabong (uma espécie de veículo feito de bambu) que é protegido por vários encantamentos. Enquanto mantido aprisionado, o vampiro é alimentado com ovos e toma a forma de seu dono quando não é bem alimentado. O mestre de um BAJANG pode mandá-lo atacar seus inimigos - o inimigo geralmente morre logo após, devido a uma doença misteriosa. De acordo com as tradições, o BAJANG é proveniente de um corpo de um natimorto, trazido à vida através de vários encantamentos.

BAOBHAN-SITH
É um vampiro escocês que normalmente se disfarça como uma bela virgem, enganando suas vítimas e levando-as à morte. No folclore, o BAOBHAN-SITH geralmente aparece vestido de verde.

BEBARLANGS
Eram membros de um tribo filipina que praticavam uma espécie de vampirismo psíquico. Eles aparentemente enviam seus corpos astrais e se alimentam da força vital dos indivíduos que atacam.

BHUTA
Um vampiro da Índia originado após a morte violenta de um indivíduo. O BHUTA é encontrado em cemitérios ou em lugares desolados e escuros, alimentando-se de excrementos ou intestinos. O ataque dessa criatura geralmente resulta em doenças severas ou em morte.

BRAMAHPARUSH
Um vampiro indiano que aprecia consumir seres humanos. Essa criatura inicialmente bebia o sangue de suas vítimas através de seus crânios, depois comia seus cérebros e terminavam por enrolar os corpos de suas vítimas com seus próprios intestinos para, finalmente, realizar uma dança ritual.

BRUXSA
Uma vampira oriunda de Portugal. A BRUXSA é normalmente transformada para sua forma vampírica através de bruxaria. Ela deixa sua casa, à noite, na forma de um pássaro e sua atividade mais freqüente é atormentar viajantes perdidos. Sua aparência é de uma bela virgem e, durante o dia, leva uma vida normal, assustando crianças à noite que, na maioria das vezes, se tornam sua principal fonte de alimentação. Dizem que é impossível matá-la.

CHORDEWA
Uma espécie de bruxa encontrada entre os Oraons, capaz de mudar a forma de sua alma para a de um gato vampiro. A tradição conta que se o gato vampiro lambe os lábios de uma pessoa, ela morrerá em breve.

CHUREL
Um vingativo vampiro fantasma encontrado na Índia, normalmente uma mulher que morreu enquanto estava grávida no Festival Dewali. Diz-se que ela é desprezível na aparência, possuindo pingentes nos seios, feios lábios grossos, uma língua negra e cabelos desgrenhados.

CIVATATEO
Uma vampira-bruxa encontrada entre o povo Azteca. Conhecida por ter sua origem como mulheres nobres que morriam no parto e, depois passavam à ser servas de várias divindades lunares. As crianças eram suas vítimas favoritas, que morriam rapidamente após o ataque fulminante de alguma doença. Essas vampiras eram conhecidas por possuírem faces e mãos alvas como giz e ossos pendurados em suas veste

Reconhecendo um Vampiro...

Gosto por Sangue

Sangue, Sangue e mais Sangue! – A marca principal do Vampiro é, sem dúvida, o seu desejo insaciável por sangue quente! Mesmo disfarçados, Vampiros sempre se perturbam quando alguém se corta e desperdiça algumas saborosas gotinhas do precioso líquido... Para facilitar o trabalho, a maioria dos Vampiros dispõe de caninos proeminentes, utilizados apenas quando necessários, de preferência em humanos. Mas não foram poucos os Vampiros na sarjeta que tiveram de se contentar com outros animais; alguns, encurralados na escuridão do esgoto, chegaram a encarar... ratos! Tudo pelo sangue! Está na Biblia: “A alma da carne está no sangue”. Levítico, XVII, 11.

Aspecto Mórbido
Vampiros são sempre pálidos, pois detestam a luz do sol, e são notívagos em sua essência, transitando pelo submundo entre as prostitutas, malandros, boêmios e outros seres da noite. Como são vaidosos, procuram ocultar a longevidade com muitos truques à base de sangue novo... Com isso, geralmente se mostram bonitos e sedutores, apesar de um certo tom funesto. Por não estarem mortos nem vivos, também, apresentam-se frios ao toque, mas podem facilmente disfarçar esse detalhe com luvas e outros artifícios para aquecer o corpo. Finalmente, um detalhe decisivo: preste sempre atenção nas lágrimas, pois as de um Vampiro são feitas de sangue!

Caixões e Tumbas Que outro lugar um morto poderia desejar para suas horas de descanso? Desde as épocas mais antigas os Vampiros estão associados aos recipientes funerários. Na Europa medieval, os casos da “epidemia” relataram exumações que apresentavam cadáveres num estado de conservação inacreditável! Os olhos abertos, o cabelo brilhante, o sangue ainda borbulhando no corpo e inundando o caixão, além das feridas no pescoço, é claro... Outro sinal típico é a presença quase obrigatória, no ambiente fúnebre, de um punhado da terra natal do Vampiro, para lhe ajudar a recuperar as energias após um dia cansativo de “trabalho”.

Capacidades Desenvolvidas O corpo do Vampiro nem sempre reflete sua força física descomunal nem as outras capacidades secretas que lhes são atribuídas pelos mais diversos autores: visão, tato, paladar, audição e olfato super desenvolvidos; poder de se metamorfosear em névoa ou qualquer animal (principalmente os noturnos, como morcegos e lobos) e regenerar qualquer parte do corpo; e capacidades telepáticas e hipnóticas, que certamente tiveram papel fundamental na construção da imagem do galã sedutor de muitas novelas e filmes... As lendas dizem que o Vampiro utiliza seu olhar penetrante para congelar a vítima e invadir o seu subconsciente!

Estilo e Cultura
Vampiros são criaturas imortais (ou quase...). Por isso, “vivem” e adquirem experiências e conhecimentos por anos e anos, gerações e gerações de seres humanos. Isto faz com que se tornem admiradores inflexíveis do melhor que a civilização pode lhes dar, não se contentando com nada menos do que isso. Usam roupas de estilo refinado, discretas e elegantes. O uso excessivo de óculos escuros também é um sinal. Às vezes, a existência de um Vampiro pode ser denunciada pelo uso de um objeto muito antigo, que só um museu ou colecionador poderia ter acesso. É preciso lembrar, também, que as exceções a essas regras são muitas, sobretudo no Brasil...

Ausência de Reflexo Na Idade Média, acreditava-se que o reflexo de uma pessoa em qualquer superfície espelhada era a imagem de sua alma. Como Vampiros não têm alma, não poderiam emitir ou refletir a luz, e nem produzir sombra. Pelo contrário, todos sempre afirmaram o estrago que a luz direta do sol pode fazer em um Vampiro desprevenido. Por isso, Vampiros não costumam aparecer em espelhos ou imagens fotográficas. Mas não se enganem: “aparecer” em uma fotografia é um truque relativamente simples para um Vampiro experiente, tanto como "fabricar" uma sombra, que quase sempre é distorcida... Quanto aos espelhos, tanto podem denunciá-los quanto protegê-los. Segundo algumas tradições, um Vampiro posicionado entre dois espelhos não pode ser exterminado, pois está protegido pelo Infinito... Portanto, cuidado com eles!

Vampiros BrasileirosConde Vladimir Polansky conhecido como "Vlad", vivido por Ney Latorraca na novela Vamp (1991)
Zeca Vladescu, um vampiro bom, vivido por Kayky Brito, é filho de Boris em O Beijo do Vampiro.
Duque Bóris Vladescu, vampiro de 900 anos, vivido por Tarcisio Meira em O Beijo do Vampiro(2003)
Marta "Morta", vivida por Julia Lemmertz, é a segunda esposa de Boris na trama
Mina de Montmartre, primeira esposa de Boris, vivida por Claudia Raia, se torna a Vampira Suprema no fim da trama.
Nosferatu, vampiro inimigo de Boris, vivido novamente por Ney Latorraca.
Bento Carneiro, vampiro brasileiro, criado por Chico Anysio, que eternizou o bordão "Minha vingança será maligna"

Como Evitá-los?
Não Convide
Nunca, jamais, em hipótese alguma, em qualquer situação, convide um Vampiro a entrar na sua casa. Segundo a lenda, eles não podem entrar em nenhum lugar onde não foram chamados, principalmente Igrejas e outros templos religiosos. Uma vez convidado, porém, o Vampiro entrará sempre que quiser, sem qualquer resistência.

AlhoEspalhe réstias de alho pela casa. A aversão que os Vampiros têm pelo alho é conhecida no mundo inteiro. O forte sabor e cheiro do tempero, que agride os sentidos supersensíveis de um Vampiro, cuja refinação culinária também não pode tolerar a extrema popularidade da planta entre os humanos, muitas vezes utilizada pelas suas propriedades antibióticas. Em alguns lugares remotos da Europa Oriental, esta crença é tão arraigada que, se um forasteiro se recusar a comer alho, logo será tratado com desconfiança por toda a comunidade. Para muitos povos, as flores do alho têm os mesmos poderes do tempero.

Faça uso de Crucifixos, Hóstias, Água Benta e outros símbolos religiosos. Nunca é demais lembrar que este recurso só surte efeito quando a pessoa que empunha o amuleto é possuidora de fé verdadeira. Nesses casos, o objeto pode chegar a queimar o Vampiro! No Drácula de Bram Stoker, Van Helsing, célebre caçador de Vampiros, usa uma hóstia para lacrar o túmulo de um deles. Em outras culturas e religiões, o talismã pode variar, como o Anel de Calcedônia (um mineral com supostas propriedades mágicas) dos pagãos, a Estrela de Davi dos judeus e o Crescente dos muçulmanos. Há um filme em que um hippie afasta um Vampiro envergando sua mochila, pintada com o símbolo de Paz e Amor. Uma comédia que ilustra perfeitamente o poder dos amuletos: quaisquer que sejam, servem apenas para canalizar o poder da Fé, seja ela qual for.

Água Corrente
Use e abuse de Água Corrente. Segundo as mais variadas tradições, um Vampiro não pode cruzar qualquer filete de água que esteja escorrendo. Este conselho é pouco útil para proteger uma casa, mas pode ser de grande valia para escapar de uma perseguição. Na pior das hipóteses, tenha sempre à vista uma ponte sobre algum rio ou córrego. Para quem cruza com um Vampiro, atravessar uma ponte pode ser a grande chance de salvar uma vida!

Como Destruí-los?

A Estaca
A grande maioria dos caçadores de vampiros, senão todos, tem como arma principal uma tradicional estaca de madeira, que deve ser cravada no peito do Vampiro. Originalmente, era assim que camponeses eslavos assustados garantiam que os cadáveres desobedientes não iriam escapar de suas covas e sugar o sangue de pessoas indefesas! Nos casos suspeitos, os defuntos eram cravados no caixão com uma estaca de madeira nobre, como o Álamo. Por ter funcionado bem na época da epidemia, a estaca ganhou o enorme status que possui hoje.

O FogoSupervalorizado pelas tradições mais antigas, e superado pela Estaca na Idade Média, o fogo continua sendo uma das principais armas contra os Filhos das Trevas. Apesar de negligenciado no Drácula, de Bram Stoker, a Chama aparece nos mais diversificados rituais de limpeza e exorcismo das épocas posteriores, vide a Fogueira da Inquisição. Em Crônicas Vampirescas, de Anne Rice, o fogo é apresentado como uma das duas únicas maneiras de um Vampiro morrer. No universo da autora, o Vampiro que abraçou Lestat suicidou-se desta maneira, atirando-se a um incêndio.

O SolO segundo e último modo de extermínio apontado nas Crônicas Vampirescas de Anne Rice. Os Vampiros sempre foram ás criaturas da noite mais conhecidas, e o sol sempre foi apontado como inimigo, mas nem sempre com a letalidade de Rice. Tradicionalmente, o sol pode apenas inibir um Vampiro. No universo de Bram Stoker, Van Helsing percebe que Drácula pode caminhar à luz do sol, mas seus poderes sobrenaturais quase desaparecem. Ás justificativas mais aceitas versam que os Vampiros de gerações mais antigas (como Vlad Dracula) são imunes (ou ficam apenas enfraquecidos) à luz do sol, enquanto os Vampiros mais novos e inexperientes podem ter a pele queimada ou mesmo serem reduzidos a pó pela exposição direta aos raios solares.

O RitualPara além dos tipos mais simples de extermínio (a Estaca, o Fogo e o Sol), o signo do Ritual sempre envolve um conjunto de tarefas muito elaboradas, conduzidas por um sacerdote iniciado, e que se destinam, em última análise, a destruir todos os vestígios do Vampiro. O principal deles envolvia o decepamento da cabeça e esquartejamento do corpo, que teriam de ser incinerados em lugares diferentes, e as cinzas jogadas em água corrente... Outros rituais búlgaros mencionam clérigos que conseguiam atrair Vampiros para uma garrafa de sangue. A garrafa deveria ser arremessada numa fogueira ou numa caverna, o que obrigaria o Vampiro a voltar para as trevas. Qualquer que seja o Ritual, entretanto, o corpo do Vampiro sempre se deteriora rápido, porque, na verdade, ele está morto á muitos anos!



DecapitaçãoMuitas vezes o vampiro tinha que ser decapitado com uma pá de um coveiro, mas outros tipos de objetos cortantes também os destroem.

Enterrar de Bruço
Se existe a suspeita de alguém está para se tornar vampiro, é possível impedir a mudança, enterrando o corpo com a cabeça virada para baixo.


Finalizando o meu eterno ciclo
Vejo o que não posso mais ter
Não mais amo, não mais sinto
Vivo a morte em meu sofrer


1 - Vampiro: No folclore eslavônico meridional, o espírito de uma pessoa morta, ou um corpo revivido por um espírito mau. Os vampiros saem de túmulos à noite para sugar o sangue humano. Na literatura dos séculos XIX e XX - em E.T.A Hoffman e Gogol por exemplo - os vampiros assumiram um caráter cada vez mais demoníaco: basta lembrar a figura cinematográfica de Drácula. No dicionário filosófico de Voltaire vampiros são corpos que saem das suas campas de noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios. Aquele que enriquece a custa alheia ou por meios ilícitos. Aquele que explora os pobres em beneficio próprio. Designação de morcego hematofago, demondontídeo, especialmente Desmodus rotundus, de coloração castanho-parda, transmissor de raiva aos animais bovinos que ocasionalmente suga homens, retirando pequena quantidade de sangue.

2 - Vampirismo: Absorção deliberada das forças físicas ou psíquicas. Crença nos vampiros. Avidez demasiada. Qualidade de vampiro.

Introdução
As lendas e mitos em torno da figura dos vampiros e um destes mitos constantes que aparecem de forma independente e insuspeita no imaginário de diversos povos. Talvez sua origem seja baseada em um antigo mito de que através do beijo seria possível apoderar-se da vida e da alma de outra pessoa; a exemplo de muitos povos africanos que acreditavam que o beijo era algo diabólico e que a pessoa beijada poderia ter sua alma absorvida se permitisse ser beijada. Entre os antigos astecas havia essa mesma alusão ao beijo, entretanto o mesmo não era considerado demoníaco, e sim uma forma de canibalismo que simbolizava a oferta ritual da pessoa a ser sacrificada aos deuses. O sangue também tem um forte valor simbólico em diversas culturas: significa vida, paixão, poder, força, e também carrega consigo uma série de tabus e interditos. É difícil afirmar quando surgiram as primeiras histórias, pois aparecem referências desde a Grécia antiga.

Assim presente no folclore de muitas culturas, o vampiro ganhou vida eterna através da literatura a partir do início do século XIX. Autores como Hoffman e Gogol também contribuíram com o mito. Drácula, de Bram Stoker, foi editado em 1897 e, desde então, jamais deixou de ser publicado.

Textos sobre Vampiros

1979 – 1983 Volume 1, Bauhaus (Morte Súbita Inc.) 03/07/2008
A Comunhão do Nosferatu (Morte Súbita Inc.) 22/09/2009
A Igreja Gótica Paulista (Morte Súbita Inc.) 23/10/2007
A lenda original do vampiro (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
A Primeira Ordem Vampírica do Ocidente (Morte Súbita Inc.) 21/02/2009
Anatomia de um vampiro (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
As leis do sangue (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
As palavras de Abremelin, o Mago (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Bibliografia sobre vampiros (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
Caçadores de Vampiros (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Chuvas Diferentes (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
Corpos Incorruptos (Obito o Bastardo) 13/04/2009
Corpos incorruptíveis (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Em busca do vampiro indiano (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
Lady Bathory (Morte Súbita Inc.) 24/06/2007
Linha do Tempo dos Vampiros (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
Lições de Vampirismo (Morte Súbita Inc.) 26/06/2009
Lobisomens e Vampiros (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
O Ataque Vampiro e o Princípio da Vontade (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
O Caminho do Vampiro (Morte Súbita Inc.) 08/06/2009
O licor da imortalidade (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
O Medalhão Vampiro (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
O sangue do dragão (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
O Vampiro Inconsciente (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
O êxtase negro (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Os poderes da noite (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Pactos de Sangue: Celebrá-los e Quebrá-los (Morte Súbita Inc.) 17/11/2008
Profecia Celestina e o Vampirismo no Brasil (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
Proteção Contra Vampiros Psíquicos (Morte Súbita Inc.) 20/02/2008
Proteções contra vampiros (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Repelente Divino: Fetichismo e Vampirismo (Morte Súbita Inc.) 18/11/2007
Satanismo e Vampirismo (Morte Súbita Inc.) 12/12/2008
Sobre o Ser e a Morte (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
Under the Sign of the Black Mark, Bathory (Morte Súbita Inc.) 26/03/2008
Vampirismo, uma doença de alma (Morte Súbita Inc.) 15/06/2007
Vampiro vampirizado (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
Vampiros do Espaço (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
Vampiros e a teoria da evolução racial (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
Vampiros e a teoria da reencarnação animal (Morte Súbita Inc.) 07/06/2007
Vampiros Psíquicos (Morte Súbita Inc.) 10/06/2007
Violadores de Túmulos (Morte Súbita Inc.) 21/11/2007
Vlad Tsepesh, o Conde Dracula (Morte Súbita Inc.) 24/06/2007

Livros Vampirismo
Manual Prático do Vampirismo (Morte Súbita Inc.) 21/07/2007

Links Externos
Diversos livros sobre Vampiros
Voivode - Estudos sobre Vampiros
Vampirevich - Lista de discussão sobre vampirismo
Transylvanian Society of Dracula

OBS: caso tenha algum texto ou tradução que possa enriquecer esta área do site, por favor, entre em contato conosco, via atendimento@mortesubita.org.

Vampiros ao redor do mundo
Africa: Asanbosam são vampiros africanos. São vampiros normais exceto o fato de possuírem cascos ao invés de pés. Tendem a morder suas vítimas no polegar.

Assíria: Ekiiminus são malignos espíritos assírios, metade fantasma, metade vampiro, causados por um sepultamento impróprio. Eles são naturalmente invisíveis e são capazes de possuir humanos. Podem ser destruídos sendo usado armas de madeira, ou por exorcismo.

Bretanha: Baobhan Sith é uma fada demônio celta, que aparece como uma jovem mulher que dançará com o homem que achar até que o mesmo se esgote, para depois se alimentar dele. Pode ser morta por ferro frio. Os espíritos da floresta do balé Giselle parecem ser dessa espécie.

Bulgária: Os Obours se parecem com vampiros normais, mas têm apenas uma narina e a língua longa e pontiaguda. Eles podem ser imobilizados se colocadas rosas em seus sepulcros. Podem ser destruídos se conjurada uma palavra mágica numa garrafa e a mesma atirada numa fogueira.

China: Ch'Iang Shih são criados quando um gato pula sobre o corpo de um cadáver. Eles matam com um bafo venenoso para então drenar o sangue. Se encontram uma pilha de arroz, tem que contar os grãos antes de passar. Sua forma imaterial é uma esfera de luz.

Creta: Os vampiros cretas Kathakano são muito parecidos com o original, mas só podem ser mortos se forem decapitados e a cabeça fervida em vinagre.

Grécia: São exclusivamente fêmeas, sendo geralmente metade humana, metade animal. Elas comem a carne de suas vítimas assim como bebem seu sangue. As lamias podem ser atacadas e destruídas com armas normais.

Índia: Baital é uma raça de vampiro indiana. Sua forma natural é metade homem, metade morcego, tendo mais ou menos um metro e meio de altura.

Irlanda: Na Irlanda, muitos druidas falam do Dearg-Dues que têm que ser mortos sendo construído um monte de pedras sobre suas sepulturas. Os Dearg-Dues não mudam de forma.

Sérvia: Vlokoslak normalmente apresentam-se como pessoas trajadas de branco, e o sol não os afeta. Podem assumir a forma de animais e podem ser destruídos se decepados os dedos dos pés, ou com um prego transpassado no pescoço.

Roma: Strigoiuls são muito parecidos com o vampiro original, mas preferem atacar em bando. Eles podem ser destruídos se for posto alho em sua boca ou removendo-se o coração.

Rússia: Viesczy têm um ferrão sob a língua e só podem ser destruídos por fogo. Quando incendiado, seu corpo explode e dá origem à centenas de larvas e ratos. Se um deles escapar, o espírito retornará para reclamar vingança.
As 13 regras para uma comunidade Vampiresca
DISCRIÇÃO
Este estilo de vida é privado e sagrado. Respeite como tal. Não faça uma exibição suplementar de você. Nós não temos que provar a qualquer um. Se aparecer em TELEVISÃO pública para contar ao mundo que você bebe sangue é uma forma inútil de adquirir atenção. Adquire uma reação negativa para a comunidade inteira. Nosso lugar está nas sombras; nossa maior proteção da humanidade mesquinha é o fato que eles não acreditam que nós existimos. Algum dia eles podem estar prontos para nós nos revelarmos a eles, mas este tempo não é agora. Não esconda de sua natureza, mas nunca se exiba para esses que nunca e nem sempre entenderão.

DIVERSIDADE
Nossos caminhos são muitos, embora a viagem na qual estamos não seja essencialmente a mesma. Nenhum de nós tem todas as respostas de quem, e o que nós somos. Respeito todas as visões pessoais e práticas. Nós não podemos deixar diferenças insignificantes de ideologia nos impedirem de manter uma comunidade unificada; há muitas pessoas que nos atacaria do outro lado. Nossa diversidade é nossa força. Deixe as nossas diferenças e pontos de vistas nos enriquecer, mas nunca submetermos a ter que nos dividir.

SEGURANÇA
Use bom senso ao favorecer sua natureza. Não ostente quando você está em lugares públicos. Alimente-se em lugares privados e faça com que seus doadores sejam discretos sobre o que acontece entre vocês. Doadores que criam rumores e fofocam sobre nós são mais danosos do que valem. Ponha segurança e precaução acima de tudo as outras coisas. Doenças sangüíneas são uma coisas muito reais, e nós não podemos ficar se arriscando ou sendo irresponsáveis. Esconda os doadores cuidadosamente, fazendo com que eles estejam mentalmente e fisicamente em boa saúde. Nunca seja descuidado. A segurança da comunidade inteira descansa na precaução de cada sócio.

CONTROLE
Nós não podemos e não deveríamos negar a escuridão. Ainda, não devemos permitir que isto nos controle. Se nossa besta ou sombra ou "darkside" é muito determinado para um lado, obscurecendo nosso julgamento, fazendo de nós, até mesmo, um perigo para esses que nós amamos. Nunca se vicie em violência insensata. Nunca traga dano voluntarioso a esses que o sustentam. Nunca alimente somente por alimentar, e nunca entregue descuidado o local. Nós não somos os monstros: nós somos capazes do pensamento racional e autocontrole. Celebre a escuridão e deixe entrar, mas nunca deixe escravizar seu testamento.

UM BELO E LOUCO ESTILO DE VIDA
Viva sua vida como um exemplo para outros na comunidade. Nós somos privilegiados para ser o que nós somos, mas o poder deve ser acompanhado por responsabilidade e dignidade. Explore e faça uso de sua natureza de vampiro, mas mantenha em equilíbrio com demandas de material. Se lembre: nós podemos ser vampiros, mas nós ainda somos uma parte deste mundo. Nós temos que viver vidas como todo mundo aqui: segurando trabalho, mantendo casas, e se dando bem com nossos vizinhos. Sendo o que nós somos não é uma desculpa para não participar desta realidade. Portanto, é uma obrigação para nós fazer deste um ótimo e bom lugar melhor para nós.

FAMÍLIA
Nós somos, todos nós, uma família, e como todas as famílias, nem sempre se darão bem os vários sócios. Porém, respeitar a comunidade ao ter suas disputas. Não deixe seus problemas individuais trazer a discussão emocional como um todo à família. Resolva as suas diferenças bem quieto e sereno entre um ao outro, procurando a ajuda de um ancião quando não houver nenhuma outra solução parecer possível. Nunca traga suas disputas privadas a lugares públicos e nunca puxe outros sócios familiares no assunto, forçando-os a nunca ter que tomar um partido por uma ou outra pessoa.
Como qualquer família normal, nós deveríamos fazer sempre um esforço para apresentar estabilidade e união, para o do mundo até mesmo quando as coisas não estão perfeitas entre nós.

PORTOS
Nossos portos são lugares seguros onde todo mundo na comunidade pode vir socializar. Também há, freqüentemente, lugares públicos onde é provável que nós encontremos as pessoas que não entendem nossos modos. Nós devemos respeitar os protetores destes lugares como nós também deveríamos respeitar os donos dos estabelecimentos e sempre devemos ser discretos em nosso comportamento. Nós nunca devemos fazer disputas privadas em um porto. Nós nunca devemos iniciar a violência em um porto. E nós nunca devemos fazer ou trazer qualquer coisa ilegal de um porto, pois isto reflete mal como um todo e em toda a comunidade.

TERRITÓRIO
A comunidade é extensa e diversa. Toda cidade tem um modo diferente de fazer coisas, e uma hierarquia diferente de regra. Ao entrar em uma cidade nova, você deveria se familiarizar com a comunidade local. Procure os portos locais. Aprenda que casas têm balanço aqui. Adquira em contato com sócios fundamentais da comunidade, aprenda quem é quem, e mostrar respeito próprio onde é devido. Você não deveria esperar impor seu modo velho de fazer coisas nesta comunidade nova. Para isto você deve adaptar-se às regras deles ou delas e deve estar feliz da aceitação deles ou delas. Sempre esteja bem comportamento ao vir para uma cidade nova para visitar ou ficar. Nós somos por natureza todo cautelosos e territoriais, e só fazendo a maior impressão positiva possivelmente você será aceito e respeitado em uma comunidade nova.

RESPONSABILIDADE
Este estilo de vida não é para todo o mundo. Tome cuidado em quem você escolhe para trazer nisto. Esses que são mentalmente ou emocionalmente instável não têm nenhum lugar entre nós. Eles são perigosos e incertos e podem nos trair no futuro. Faça certo, que esses que você escolha sejam são maduros bastante para este fardo. Ensine, controle e discrição, e faça certo para que eles respeitem nossos modos. Você será responsável pelas ações deles ou delas, e será refletido o comportamento deles ou delas na comunidade através de você.


ANCIÕES
Há certos sócios de nossa comunidade como que há pouco se estabeleceu e líderes responsáveis. Estes são as pessoas que ajudaram e estabelecem comunidades locais que organizam portos e que trabalham para coordenar a net de nossa cultura. Enquanto a palavra deles ou delas não tiver que ser lei, eles devem ser respeitados. Eles têm maior experiência que muitos outros, e normalmente maior sabedoria. Procure estes anciões para resolver suas disputas, lhe dar orientação e instrução, e lhe ajudar a se estabelecer na comunidade local.

DOADORES
Sem esses que se oferecem corpo e alma para nós, nós não seríamos nada. Nós não podemos ser diferentes de o que nós somos, mas, os doadores que sustentam nossa natureza. Para este serviço, eles deveriam ser respeitados. Nunca maltrate seus doadores, fisicamente ou emocionalmente. Eles não serão manipulados ou aplicados sanguessugas para extrair mais do que eles oferecem livremente. Nunca os leve para conceder. Os aprecie para a companhia e aceitação que eles nos oferecem, pois muitos outros recusariam. Isto acima de tudo: aprecie o presente da vida deles ou delas. Aquela comunhão é sagrada. Nunca trate isto com indiferença.

LIDERANÇA
Quando você escolher levar uma posição de autoridade na comunidade, se lembre que você não conduz para você mesmo. Liderança é uma responsabilidade, não um privilégio. Um líder bom tem que fixar um exemplo para todo o mundo pelas ações dele e comportamento. Os motivos dele deveriam ser abnegados e puros, e ele deveria pôr os interesses da comunidade inteira antes dele próprio. Os melhores líderes são esses que servem melhor a comunidade e de personalidade e comportamento que ninguém (até mesmo esses de fora da comunidade) possuam uma razão para nos criticar. Eles têm que se esforçar para estar sobre repreensão.

IDEAIS
Ser um vampiro não é apenas estar se alimentando de vida. Isso é o que nós fazemos, mas não necessariamente o que nós somos. Este é o nosso lugar para representar a escuridão em um mundo coberto pela luz. Nós somos diferente aceitação daquela diferença que nos autoriza e nos faz únicos. Nós somos a aceitação da escuridão dentro de nós mesmos e abraçamos aquela escuridão para nos fazer por completos. Nós somos celebração dos limiares: corpo e espírito, prazer e dor, morte vida.
Nossas vidas deveriam ser vividas como uma mensagem para o mundo sobre a beleza de aceitar o nosso ego, de viver sem culpa e sem vergonha, e celebrando a essência sem igual e bonita de toda e única alma.
Texto de: Father Todd (CV) Tradução: ¥Typeo¥
Vampiros: Se hoje os senhores das trevas não passam de seres mitológicos, antes eles eram considerados criaturas pra lá de reais. Até o século 18, acreditava-se que esses mortos vivos de fato existiam, e muita gente foi morta sob a acusação de ser um deles. Essa histeria coletiva residia, sobretudo, na ignorância sobre o ciclo de decomposição do corpo humano e no fato de que algumas doenças podem originar comportamento e aparência vampirescas. Veja o que a ciência tem a dizer sobre a origem dos lendários dentuções:
Corpo Imaculado: No passado, pouco se conhecia sobre o processo de decomposição de cadáveres. Se um caixão fosse aberto e o corpo estivesse preservado, não havia dúvida: tratava-se de um vampiro. O que ninguém sabia é que, dependendo da temperatura, da umidade e do tipo de solo, os corpos levam mais tempo para se decompor.
Sangue do Diabo: A presença de sangue na boca ou no nariz do defunto também era um claro sinal de que ele era um morto vivo. Mas calma com a estaca! Durante a decomposição do corpo, é possível que sangue e outros fluídos sejam expelidos pelas cavidades do cadáver.
Diagnóstico do Terror: Às vezes eram achados corpos retorcidos ou com expressão de pavor nas tumbas. O motivo? É que, por causa de erros de diagnóstico com o atraso da medicina, as pessoas tentavam sair do caixão após serem enterradas vivas! Era o caso, por exemplo, de portadores de catalepsia, doença que causa total imobilidade do corpo.
Palidez Doentia: Certas pessoas acusadas de vampirismo podiam, no fundo, ser portadores de Porfírio, doença rara catalogada apenas no final do século 19. As vítimas são altamente sensíveis à luz solar, podem sofrer delírios e ter boca e dentes avermelhados. Por não saírem de casa de dia, são pálidas como os vampiros.
Exorcismo Psicológico: A explosão de casos de vampirismo na Europa coincidiu com o fim do período de caça às bruxas. Os vampiros acabam servindo de bode expiatório para a população “exorcizar” os males que a afligiam, e muita gente foi parar na fogueira, como o cientista Ludovico Fatinelli, autor de um livro sobre vampiros.
Epidemias Fatais: Mortes em série atribuídas a vampiros eram, na verdade, fruto de epidemias, como raiva, cólera ou peste bubônica, pouco conhecidas à época. Além disso, vítimas de raiva podiam sofrer de hipersensibilidade ao sol, e portadores de peste bubônica podiam ter sangramentos pela boca.
Vida Após a Morte: Depois que alguém bate as botas, unhas e cabelos dão a impressão de continuar crescendo por causa de refluxos da pele. Além disso, os gases do corpo se expandem, aumentando o abdome, levando os incautos a pensar que o cadáver tinha se alimentado recentemente.
Gênese Vampiresca:
O nascimento de um morto vivo, segundo um cientista que foi para a fogueira por causa de sua teoria.
Em 1616, o italiano Ludovico Fatinelli publicou seu Tratado sobre Vampiros, defendendo que o vampirismo era causado por um vírus. Só que a Igreja não gostou nada da obra, e Fatinelli acabou na fogueira por heresia. Confira a teoria de Fatinelli:
1. A causa seria o Vírus Vampírico Humano (VVH). Seu hospedeiro, moscas da espécie Xenopsylla cheopsis, viva em cavernas habitadas por morcegos-vampiros. Após ser picado pela mosca, o morcego se contaminaria e transmitiria o vírus ao morder uma pessoa.
2. Horas depois de ser atacado pelo morcego-vampiro, a vítima teria dor de cabeça, calafrios e outros sintomas de uma gripe. Seria uma reação do organismo à infecção pelo VVH. Mas a marca das picadas do morcego confirmariam o diagnóstico.
3. Cerca de um dia depois, a pessoa entraria num estado de coma vampírico. O coração bateria mais lentamente, as pupilas se dilatariam e a respiração enfraqueceria. Boa parte das vítimas, contudo, não se recuperaria do coma e morreria.
4. Quem saísse do coma, em geral homens de 18 a 35 anos, acordaria já na pele de um vampiro. Em 24 horas a sede de sangue seria incontrolável e ele partiria para a caça.

Ceticismo Matemático:
A revista americana Skeptical Inquirer usou a matemática para provar que não há vampiros. A conta é simples. Cada pessoa mordida por um vampiro vira outro vampiro. Assim, enquanto a população da criatura cresce em progressão geométrica, a dos humanos diminui no mesmo ritmo. Se o primeiro vampiro tivesse surgido em 1600, quando o mundo tinha 536 milhões de pessoas, e eles se alimentassem uma vez por mês, bastariam 30 meses para a raça humana sumir e os dentuços dominarem o planeta!



Anatomia de um Monstro:
Músculos super-poderosos, grandes caninos retráteis, ausência de respiração… Essas são algumas das características fantásticas do corpo dos vampiros. Veja como seria o funcionamento do organismo desse ser sobrenatural:
Cérebro: O sistema nervoso de um vampiro é similar ao de um humano, mas há grandes diferenças na quantidade de neurotransmissores. Por exemplo, seu cérebro tem baixos níveis de serotonina, o que acaba influenciando no comportamento agressivo.
Olhos: As pupilas dos vampiros são hiperdilatadas, garantindo ótima visão noturna – como a de um lobo –, além daquela aparência assustadora, com os olhos negros e profundos. É por causa dessa hiperdilatação que eles ficam ceguetas na claridade. Uma inflamação da parte branca dos olhos tinge esta área de vermelho, aumentando o visual ameaçador.
Olfato e Audição: Com o dobro de células sensoriais no ouvido e nas narinas em comparação aos humanos, eles são capazes de perceber a presença de uma pessoa a centenas de metros. E, se a presa já estiver sangrando, ele detecta o alvo mais facilmente ainda, como um tubarão.
Caninos: Seus caninos sofrem transformações radicais. Na hora do ataque, os dentes aumentam de tamanho, ficando perfeitos para cravar na jugular de suas presas. Como os dentes são retráteis, a criatura pode viver entre os humanos sem ser desmascarada. Um maior fluxo de sangue para a região é que faria o canino crescer na hora do ataque.
Pele:
Criaturas da noite por excelência, os vampiros nunca se expõem à luz solar. Isso explica, em parte, por que sua pele é branca como mármore. A falta de melanina também colabora para a palidez da pele, que é fria, em torno dos 16ºC.
Ossos e Músculos:
Com cerca de 90% dos músculos formados por fibras que permitem explosões máximas de energia – quase o dobro do que em humanos –, os vampiros teriam a agilidade de um guepardo, um dos felinos mais velozes do mundo, e a força de um urso.
Sistema Digestivo: Como eles só se alimentam de sangue – que é todo absorvido no estômago e intestino –, a parte final do sistema digestivo fica sem função e atrofia, livrando o bicho das idas ao banheiro. Se o vampiro ingerir alguma comida normal, passa mal e vomita tudo junto com o sangue.
Unhas: As unhas da criatura seriam pontiagudas, afiadas e duras como vidro, deixando no chinelo as garras de qualquer predador.
Órgãos Sexuais: Os vampiros não se reproduzem sexualmente, pois ficam estéreis na hora da transformação. Além disso, por falta de uso, seus órgãos internos – inclusive os sexuais – se atrofiam e perdem a função.
DNA Mutante: A longevidade dos vampiros não se deve a um pacto com o Diabo, mas, sim, ao DNA capaz de resistir ao envelhecimento. Ele também teria uma capacidade sobrenatural de mutação, permitindo ao bicho se metamorfosear em outras criaturas, como ratos e morcegos.
Sistema Circulatório: A maior diferença entre vampiros e humanos está no sistema circulatório. Apesar de o coração não bater, o sangue é vital para seu organismo. Veja por quê.
1. Depois que um vampiro ataca, o sangue sugado por ele vai direto para o estômago e, daí, para o intestino. Esses órgãos são envolvidos por uma extensa rede de vasos por onde o líquido é drenado.
2. Como o coração não funciona, o transporte do sangue precisa ser feito de outra forma. Uma hipótese levantada pelos vampirólogos é que isso rolaria por meio de células os agentes químicos místicos com o poder de fazer o plasma se mover.
3. Um desses agentes, o Flobotnobacteria augeria, teria a capacidade de se aglomerar em tecidos necrosados regenerando-o. Para curar um corte na pele, por exemplo, o F. augeria faria o sangue se concentrar na região, fechando a ferida.
4. Mesmo atrofiado, o coração é vital, pois todo o sangue passa por ali no trajeto pelo corpo. Isso explica por que ele morre com uma estaca no peito. O F. augeria reage ao ferimento como se fosse um tecido necrosado e acumula ao redor da estaca. Com isso, mina a passagem de sangue para o resto do corpo, provocando sua decomposição.
Ameaça a Distância: Os poderes vampirescos vão muito além do corpo
Conseguem controlar as forças da natureza, sendo capazes de criar tempestades. Seres sem alma, sua imagem não se reflete no espelho, e eles não têm sombra nem saem em fotografias ou câmeras de vigilância. São extremamente sedutores e conseguem hipnotizar suas vítimas. Também usam o poder da mente para comandar seus servos-vampiros. Quando acuados, podem desaparecer em forma de névoa ou se transformar em criaturas da noite, como ratos, lobos ou morcegos.
O Dia da Caça: Veja alguns dos pontos fracos do vampiro e como acabar com o bicho se der de cara com um deles:
Eles não conseguem cruzar rios nem pisar em campos sagrados, como igrejas ou templos.
- Vampiros não suportam crucifixos, rosários, água benta ou alho. - Também são vulneráveis à luz do Sol. Para matá-lo, a forma infalível é cravar uma estaca em seu coração – ou, em algumas culturas, na boca também vale. Decapitar e enterrar a cabeça longe do corpo é outro modo eficaz de destruí-lo.
Isso ser Exterminador. Isso só morrer após levar tiros, ser jogado no fogo, ser derretido, ser explodido. Isso se rejuntar. Isso NÃO ser vampiro. Vampiro NÃO se rejuntar. Vampiro NÃO morrer como Exterminador
Sugadores de Verdade: Confira a galeria dos dez mais sinistros vampirões da vida real. Desde o príncipe sanguinário que inspirou a figura do conde Drácula até psicopatas sanguessugas, essa turma não recusava um copo cheio de sangue!
Vlad III (1431-1476):

Nas Vlad III (1431-1476):
Nascido na região da Transilvânia (na atual Romênia), o príncipe Vlad III foi um guerreiro implacável. Na defesa de seu reino contra os turco-otomanos, matou mais de 40 mil inimigos – boa parte foi empalada viva!
O suplício consistia na introdução no ânus de uma estaca, que era transpassada até o tórax! Por isso, recebeu o nome de Vlad Tepes (“empalador”, em romeno). Parte de um grupo religioso chamado Ordem do Dragão, adotou o sobrenome Draculea (“filho do dragão”). Não à toa, inspirou o escritor Bram Stoker a criar o personagem do conde Drácula.

Xilogravura de Vlad, O Empalador…….Empalando…






Elizabeth Báthory (1560-1614):

Atual Eslováquia, a condessa Báthory era louca por um sangue alheio. Após a morte do marido, sua maior obsessão passou a ser banhar-se com sangue de jovens virgens para preservar a juventude.
Muitas vezes, as vítimas eram espancadas e jogadas nuas na neve para congelar até a morte. Estima-se que ela tenha sacrificado mais de 600 pessoas até ser condenada à prisão perpétua em 1610. A tenebrosa história da lady vampira foi levada às teles no filme A Condessa Drácula (1971)
Tracey Wigginton (1965-):

A australiana Tracey Wigginton entrou para a história por ter matado Edward Baldock, de 47 anos, para beber seu sangue. O assassinato – supostamente parte de um ritual satânico – ocorreu na margem de um rio da cidade de Brisbane e teve a participação de outras três mulheres. Mas foi ela a autora das 27 facadas que tiraram a vida de Baldock.
No julgamento, Tracey admitiu ter cometido o crime para saciar sua sede.
John George Haigh (1909-1949):

A biografia deste Inglês, o Vampiro de Londres, é tão assustadora que ele ganhou até estátua no Museu de Cera de Madame Tussauds, em Amsterdã. A coisa já começou na infância, quando ele mutilava os próprios dedos para sorver o sangue. Aos 40 anos foi condenado á forca pelo cruel assassinato de nove pessoas. Ele cortava o pescoço das vítimas, bebia o sangue delas e derretia os corpos numa tina de ácido. Na hora de sua execução, em 1949, gritou: “Deus, salve meu filho da maldição do Drácula!”
Arnold Paolo (?-cerca de 1726):
Após voltar de uma batalha, no início do século 17, este soldado jurou que havia sido atacado por um vampiro. Ninguém deu trela para a história, e Paolo morreu logo depois. Só que, um mês após sua morte, surgiram relatos de que ele estaria atavcando pessoas à noite. Os camponeses foram até sua tumba e, ao abrirem o caixão, acharam o corpo em bom estado de conservação e com sangue escorrendo do nariz e da boca.
Na hora, espetaram uma estaca em seu coração e queimaram Richard Trenton Chase (1950-1980):

Obcecado pela idéia de que seu sangue estava envenenado, o americano Richard Chase passou a matar coelhos, cães e vacas para baber “sangue limpo”. Logo, passou também a tomar um sanguinho humano. Foi às ruas e matou seis pessoas entre dezembro de 1977 e janeiro do ano seguinte. Após esquartejá-las, bebia seu sangue e guardava parte dos corpos no congelador para comer depois. Preso, foi condenado à morte na câmara de gás. Mas ele se matou antes, com uma overdose de antidepressivos.
Peter Plogojowitz (1666 - 1728):
Este foi um dos primeiros casos supostamente reais de vampirismo documentados. Rolou em Kisolowa, vilarejo da Sérvia. Segundo relatos, após sua morte, em 1728, Plogojowitz surgiu para o filho pedindo comida. O pedido foi negado – e o rapaz apareceu morto. Depois, várias pessoas morreram com sinais de perda de sangue. Quando o corpo de Plogojowitz foi exumado, tinha os olhos abertos e sangue na boca. Bastou para crer que ele era um vampiro. Uma estaca foi cravada em seu peito e seu corpo foi queimado.
Henri Blot (1860-?):

No dia 25 de março de 1886, o Francês Blot, então com 26 anos, foi ao cemitério de sua cidade e violou o corpo de uma bailarina, morta no dia anterior. Três meses depois, fez sexo com o cadáver de outra jovem recém-morta e bebeu seu sangue.
Só que, extenuado, acabou dormindo ao lado da sepultura e foi preso na manhã seguinte. Durante seu julgamento, o cara chegou a afirmar que precisava de sangue para viver.
Condenado a dois anos de cadeia por violação de sepultura e necrofilia, acabou sumindo depois, sem deixar vestígios.
Peter Kürten (1883-1931):

Düsseldorf (cidade do leste alemão) era um serial killer que sentia enorme prazer quando o sangue jorrava do corpo de suas vítimas, geralmente crianças. Ele as estuprava e esfaqueava até atingir o orgasmo. Portador de uma patologia denominada hematomania, também costumava beber o sangue de suas presas. Depois de vários assassinatos, foi preso e condenado à morte por decapitação, aos 48 anos.
Petre Toma (1927-2003):
Nosso rol de sanguessugas entrou para a galeria em 2005. Foi quando se descobriu que o cadáver de Petre Toma, exumado no cemitério de Marotinul de Sus, zona rural da Romênia, havia sido degolado e tinha uma estaca cravada no peito. A violação tinha sido feita pelos próprios familiares do morto. Eles alegaram que, desde sua morte, em dezembro de 2003, alguns parentes tinham adoecido e que só por meio do macabro ritual seria possível salvar suas vidas. Os parentes ainda arrancaram o coração de Toma e o queimaram.
Um Mundo de Vampiros:
Lendas sobre criaturas sanguinárias são parte do repertório de várias civilizações. Conheça algumas dessas figuras diabólicas:
Camazotz:

Onde Ataca: México e Guatemala
Provavelmente inspirado num morcego hematófogo que havia na região, é o deus-morcego venerado pelos maias. Com dentes enormes e afiados, tem asas e garras para apanhar suas presas.

Asanbosam: Onde Ataca: Gana, Costa do Marfim e Togo
Essa criatura maligna faz parte da cultura dos axântis, povo que vive em alguns países da África Ocidental. Tem dentes de aço e vive escondida nas árvores, pronta para atacar os incautos.
Kiang Shi:

Onde Ataca: China
Dono de um hálito venenoso, esse monstro tem olhos vermelhos, pele esverdeada e unhas longas e curvas. O único modo de pará-lo é com uma porção de arroz: Ele se detém para contar os grãos.
Chupacabra:

Onde Ataca: Brasil, Chile, México. Sua descrição varia. Há relatos de que teria o porte de um urso pequeno e uma crista saliente ao longo da coluna vertebral. Curte chupar o sangue de animais, sobretudo cabras – daí seu nome, chupacabra.
Kappa:
Onde Ataca: Japão. Para alguns, o kappa se parece com um lagarto; para outros, com uma criança. O certo é que esse ser diabólico suga o sangue dos animais pelo ânus, estupra mulheres e rouba o fígado das pessoas.
Lamia:
Onde Ataca: Grécia antiga
Segundo a mitologia grega, essa sanguessuga de crianças – uma ex-amante de Zeus que ficou louca – era um demônio imortal com cabeça e torso de mulher e a parte inferior do corpo de uma cobra.
Cinema Boca do lixo (Vampiros Brasileiros)
Os maiores sucessos de público vieram da fusão entre o cinema de terror e o movimento paulista conhecido como “Boca do lixo”, que abriu as portas para uma filmografia de baixíssimo orçamento, experimental e escrachada, identificada sobretudo nas pornochanchadas. Desta simbiose nasceu o subgênero das “comédias de horror”, como “Um sonho de vampiros” (1969), de Iberê Cavalcanti — ao que tudo indica, a primeira a se assumir desta forma. Recuperando as famosas comédias carnavalescas dos anos 1940, o filme escala o humorista Ankito para viver o Dr. Pan, médico-vampiro que, ao contrário de seus parentes da Transilvânia, era flamenguista, tinha uma nega chamada Teresa e morava num país tropical. Da mesma safra é a segunda maior bilheteria de Mazzaropi (1912-1981): “Jeca contra o capeta”, de 1976. Com essa paródia de “O exorcista” (1974), o personagem capiau conquistou mais de três milhões de espectadores, só perdendo para “O Jeca Macumbeiro”, rodado um ano antes, que brincava com o espiritismo.
Mas boa parte das produções da época passou tão despercebida que nem os próprios envolvidos se lembram de ter participado delas. Procurado pela RHBN, o ator Ary Fontoura acreditou que devia haver algum engano: ele não fizera nenhum filme chamado “O sósia da morte”. Depois, puxou pela memória: “Agora me recordo, eu era um policial que corria atrás do sósia de um conhecido, ou algo parecido. Esse filme ainda existe?”, indagou. A pesquisadora Laura Cánepa não sabe a resposta. Inspirado em uma figura clássica da literatura alemã – os “duplos malignos” (doppelgängers) –, o filme foi dirigido por João Ramiro Mello em 1975, mas não há cópias conhecidas.
O descaso com a preservação dessa memória permite imaginar que ainda exista uma considerável quantidade de títulos para ser descoberta. Tanto que alguns achados acontecem por puro acaso. Em abril deste ano, o jornalista Rodrigo Pereira fazia um levantamento sobre filmes nacionais de faroeste quando encontrou no acervo da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, informações sobre o filme “Zorga, o médico louco”. Este não constava nem no estudo de Laura Cánepa. Rodado por César Galvão em 1963, com locações no Palácio de Cristal, em Petrópolis, foi classificado na época como um filme policial-psicológico. Mas o roteiro não deixa dúvidas sobre sua filiação: o atormentado Zorga sacrifica crianças e utiliza seu sangue para tentar ressuscitar a esposa morta. Puro terror.
O universo do macabro verde-amarelo só ressuscitou com a chegada do novo milênio. E não apenas pela volta do velho Zé do Caixão. No ano 2000, diretores pernambucanos se uniram para adaptar os onze contos do livro Assombrações do Recife velho, de Gilberto Freyre. Os filmes foram reunidos em uma série televisiva, narrando lendas urbanas regionais, como a do Boca-de-ouro (fantasma amarelado com hálito podre e dentes de ouro) e do Papa-figo (doente terminal que sobrevive comendo o fígado de crianças). As filmagens foram realizadas em antigas locações da cidade e com figurinos de primeira, fugindo ao padrão trash de filmes amadores. “O sucesso foi tanto que fomos convidados a exibir os filmes nos bares da cidade”, revela Cláudio Barroso, um dos cineastas do projeto.

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