Sobre a solidão dos homens
Quando vou a um bar, sempre noto na solidão dos homens. Todos bebem cada um a sua cerveja, a sua pinga, mas sempre estão sós. Falam com os colegas, mas enchem o copo, cada um com a sua cerveja. Poucos são os que oferecem uma cerveja aos outros, pois cada um bebe a sua. Porque não possuem o hábito de dividir? Falam de mulheres e futebol com prepotência. Colocam seus celulares na mesa do bar, geralmente último modelo, e esperam até que a mulher lhes ligue. Com suas carteiras recheadas de cartões e dinheiro ou vale refeição, compram e bebem, cada um por si. Entendem um pouco de música, mas seus gostos, são limitados. Comem porções de carne e lingüiça, arrotam salame, mas brindam, cada um por seu time. Quando estão em muitos, geralmente um ou dois, estão duros. Geralmente o mais velho é que paga a conta. Ficam ás vezes, da manhã até a tarde, e as vezes até o começo da noite bebendo assim, sem nenhum motivo em comum, apenas bebendo sem parar, reparando sempre em tudo que é mulher que entra no bar. Pode ser até uma colega, uma esposa de um colega, ou até mesmo a esposa de alguém da roda. Geralmente começam na sexta, vão para o sábado, e terminam o domingo bebendo. Aí, vão para casa ver o programa do “Fantástico” na TV globo, e dormem entediados e bêbados, com suas mulheres e insatisfeitas com seus homens. O que os fazem mais homens, a não ser, os rituais que cumprem, e as promessas esquecidas pela solidão que um copo de cerveja lhe traz.
Embriagados, voltam para suas casas, tal como uma missão já cumprida. E trazem o troféu da bebedeira, em uma calça borrada de mijo, depositado em um vaso sanitário. Com um hálito vago e cheirando a cerveja, e a certeza de que, na outra semana, vai repetir tudo de novo, e cada troféu conquistado, o fígado mais inchado, e na cabeça lhe martela um pensamento: “O que fiz ? Nunca mais vou beber!” E, a solidão dos homens, os fazem brindar de novo.
Quando vou a um bar, sempre noto na solidão dos homens. Todos bebem cada um a sua cerveja, a sua pinga, mas sempre estão sós. Falam com os colegas, mas enchem o copo, cada um com a sua cerveja. Poucos são os que oferecem uma cerveja aos outros, pois cada um bebe a sua. Porque não possuem o hábito de dividir? Falam de mulheres e futebol com prepotência. Colocam seus celulares na mesa do bar, geralmente último modelo, e esperam até que a mulher lhes ligue. Com suas carteiras recheadas de cartões e dinheiro ou vale refeição, compram e bebem, cada um por si. Entendem um pouco de música, mas seus gostos, são limitados. Comem porções de carne e lingüiça, arrotam salame, mas brindam, cada um por seu time. Quando estão em muitos, geralmente um ou dois, estão duros. Geralmente o mais velho é que paga a conta. Ficam ás vezes, da manhã até a tarde, e as vezes até o começo da noite bebendo assim, sem nenhum motivo em comum, apenas bebendo sem parar, reparando sempre em tudo que é mulher que entra no bar. Pode ser até uma colega, uma esposa de um colega, ou até mesmo a esposa de alguém da roda. Geralmente começam na sexta, vão para o sábado, e terminam o domingo bebendo. Aí, vão para casa ver o programa do “Fantástico” na TV globo, e dormem entediados e bêbados, com suas mulheres e insatisfeitas com seus homens. O que os fazem mais homens, a não ser, os rituais que cumprem, e as promessas esquecidas pela solidão que um copo de cerveja lhe traz.
Embriagados, voltam para suas casas, tal como uma missão já cumprida. E trazem o troféu da bebedeira, em uma calça borrada de mijo, depositado em um vaso sanitário. Com um hálito vago e cheirando a cerveja, e a certeza de que, na outra semana, vai repetir tudo de novo, e cada troféu conquistado, o fígado mais inchado, e na cabeça lhe martela um pensamento: “O que fiz ? Nunca mais vou beber!” E, a solidão dos homens, os fazem brindar de novo.
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